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Avenida Rebouças

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Dona Antônia Eugenia, Rua Itapirissu, Rua Boaventura Rosa

Distrito: Jardim Paulista

Subprefeitura: Pinheiros

Localização: Começa na Rua da Consolação e termina na Avenida Nações Unidas.

História da rua

Núcleo de Memória Urbana Comenta: Rebouças é o sobrenome de uma notável família do século XIX. O ato 972 de 24 de agosto de 1916 que denominou a Avenida Rebouças, assim como seu respectivo processo administrativo, em guarda no acervo do AHM, não detalham se a intenção da homenagem foi à família Rebouças ou a um membro específico dela. Dois irmãos de sobrenome Rebouças, alcançaram notoriedade e reconhecimento na história do país, em período anterior à denominação, Antônio Rebouças e André Rebouças. Um dos dois pode ter sido o homenageado, assim como ambos ou toda a família. A ficha de denominação desse logradouro, instrumento que registrava os nomes das ruas previamente ao Dicionário de Ruas, informa que a homenagem foi à Antônio, porém muitas dessas fichas são de autoria desconhecida e não apresentam uma fonte. Assim, não podemos certificar a autenticidade de dita informação, ficando abertas as possibilidades apresentadas anteriormente. O texto abaixo é uma adaptação da ficha de denominação de logradouros, mencionando também Ándre Rebouças.

Antônio Pereira Rebouças Filho (1839 - 1874) e André Pinto Rebouças (1838 - 1898), filhos de Antônio Pereira Rebouças (1798-1880) e de Carolina Pinto Rebouças, nasceram na cidade baiana de Cachoeira. Em 1842, a família Rebouças muda-se para o Rio de Janeiro e em 1854 Antônio e seu irmão André  ingressam no curso de engenharia da Escola Militar, concluindo em 1858. Os irmãos Rebouças concluem o curso de engenharia e dois anos depois são promovidos a primeiro-tenente e recebem a "Carta de Engenheiro Militar". De posse de uma bolsa de estudos, os dois irmãos embarcam para a Europa em 1861. Os irmãos Rebouças foram os responsáveis pela criação da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. As soluções encontradas para transpor os obstáculos da Serra do Mar foram consideradas um feito para a época e a malha ferroviária é reconhecida hoje como a maior obra da engenharia férrea nacional. Antônio faleceu na cidade de São Paulo prematuramente em 24 de maio de 1874, com apenas 35 anos de idade, vítima de febre tifoide. Enquanto André faleceu somente anos depois, dia 9 de maio de 1898, na cidade de Funchal, Portugal.

Observações históricas

Antonio Pereira Rebouças Filho nasceu na cidade de Cachoeira, estado da Bahia, em 13 de junho de 1839. Pela antiga Escola Militar, recebeu o grau de Bacharel em ciências físicas e matemáticas e carta de engenheiro militar. Em 1858, seguiu para a Europa com a finalidade de especializar-se em construção de estradas de ferro e portos marítimos. Regressando ao Brasil, trabalhou em diversos projetos. Foi o responsável pela construção da Estrada de Ferro de Campinas a Limeira e Rio Claro, da Estrada de Ferro Curitiba a Paranaguá, da rodovia Antonina - Curitiba, conhecida como Estrada da Graciosa. Merece destaque pela citada ferrovia Curitiba-Paranaguá, pois, por muito tempo esta estrada ficou famosa pelas soluções encontradas por Rebouças para que ela transpusesse a Serra do Mar. Antonio Pereira Rebouças era irmão de André Rebouças, que também foi engenheiro, e que teve intensa participação na abolição dos escravos. Eram filhos de Antonio Pereira Rebouças, político e jornalista. Faleceu em São Paulo no dia 24 de maio de 1874.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 972

1916-08-24

Legislações posteriores: Ato 821 de 13/03/1935 Ato 1.248 de 15/04/1937 Decreto-Lei 160 de 09/07/1942 Lei nº 3.886, de 04 de maio de 1950.

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