Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua Vautier
Distrito: Pari
Subprefeitura: Mooca
Localização: Começa na Rua João Teodoro e termina na Rua Itaqui. Fica entre as Ruas Tiers e Carnot.
História da rua
Vautier é o nome de antiga família residente na cidade de São Paulo, proprietária de grandes glebas de terras no Brás. Antigo fichamento registrado no Arquivo Histórico indicou ser uma referência ao doutor Artur Vautier, que pertenceu ao Instituto Histórico de São Paulo e foi um dos seus sócios beneméritos. Todavia, o professor José de Souza Martins, da USP - Universidade de São Paulo, que colaborou com informações enviadas por mensagem eletrônica, postada em 15 de janeiro de 2013, diverge do que até então, tínhamos informado. Segundo o pesquisador, o nome da Avenida Vautier, antiga travessa do Pari é homenagem ao Dr. Emílio Vautier, conceituado médico cirurgião e dentista francês, nascido em 1814, radicado em São Paulo já antes de 1841, aqui falecido em 16 de setembro de 1889, com 75 anos de idade. Tinha uma chácara no que era então o Pari de Baixo, na travessa que partia da Rua Dr. João Theodoro Xavier. No alinhamento feito pela Câmara, em 1892, a rua ficou com 16 m e 20 cm de largura. O Dr. Emílio Vautier, que era senhor de escravos, tinha consultório na Rua do Rosário nº 56, no centro, onde residia. Atendia os pobres gratuitamente, todos os dias das 7h às 8 h da manhã. Foram seus filhos Emília Eugênio Eduardo e Artur Vautier. Herdou-lhe a profissão e a clientela o filho Dr. Eugênio Vautier. Era proprietário de vários imóveis no centro da cidade e no arrabalde. Antes de 1876, vendera o sítio da Lapa que compreendia boa parte do atual bairro desse nome, com casa e senzala. Tratando de outro contexto, o professor Martins informa, como resultado de sua pesquisa, que entre os atuais números 29 e 33 da avenida Vautier situava-se o sobrado em cujos altos havia, em 1924 uma república de tenentes do Exército que ali se instalaram para morar perto dos quartéis da Força Pública, no bairro da Luz, cujo levante preparavam. Ali se desenvolveu boa parte da conspiração tenentista que culminaria na Revolução de 5 de julho de 1924. Os revoltosos retiraram-se para o interior, na madrugada de 28 de julho, na coluna liderada pelo major Miguel Costa, da cavalaria da força estadual indo encontrar no sul os insurretos liderados pelo capitão Luís Carlos Prestes. Da junção das duas colunas surgiu a Coluna Miguel Costa Prestes, depois conhecida apenas como Coluna Prestes. Vários de seus comandantes futuros generais da República e personagens da Revolução de Outubro de 1930 moraram no sobrado da então Rua Vautier.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
Legislação posterior: Decreto nº 4708 de 13/05/1960 - Prolongamento da rua do mesmo nome.
