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Largo do Paissandú

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua da Cachoeira, Tanque do Zunega, Praça das Alagoas e Paissandú

Bairro: Centro

Distrito: República

Subprefeitura: Sé

Localização: Espaço localizado entre as Avenidas São João e Rio Branco e as Ruas do Boticário, Antonio de Godoi, Capitão Salomão e Abelatdo Pinto.

História da rua

Paiçandu é um nome muito antigo e que remete à história da cidade de São Paulo. Na segunda metade do século XVIII, uma grande área de terras, localizada onde hoje é o largo do Paiçandu, pertencia ao Sargento-Mór Manoel Caetano Zuniga (ou Zunega). O local era bastante úmido, já que havia algumas nascentes de água que, ao escoarem para o Anhangabaú, formavam algumas lagoas. A principal delas, bem no centro do atual largo, era chamada de "Tanque do Zunega". Por essa mesma característica, no início do século XIX o local passou a ser conhecido como "Praça das Alagoas".

No dia 28 de novembro de 1865, por proposta do vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra, o espaço recebeu o nome definitivo de "Largo do Paiçandú", em referência à Batalha de Paiçandú, travada no dia 02 de janeiro de 1865, no Uruguai, e que antecedeu a Guerra do Paraguai. A batalha tomou este nome porque ocorreu na cidade uruguaia de "Paiçandú" entre as tropas do Brasil (chefiadas pelo General Mena Barreto) e do Uruguai (sob o comando de Venâncio Aires) contra as tropas paraguaias comandadas por Leandro Gomez. O primeiro ataque ocorreu na manhã do dia 31 de dezembro de 1864 e findando no dia 02 de janeiro 1865 com a vitória dos brasileiros e uruguaios.

A Igreja do Rosário dos Homens Pretos, erigida inicialmente na atual Praça Antonio Prado, transferiu-se para o Largo do Paissandú nas primeiras décadas do século XX. Ao lado da Igreja, existe a estátua da "Mãe Preta", obra do escultor Júlio Guerra, implantada em 1955. Na década de 1930, o Largo do Paiçandú era um ponto de reunião de intelectuais e boêmios. Data dessa época a instalação do "Bar Rostov" e do "Ponto Chic", que ainda existe.


Saiba mais no final da página em "Memorabilia"

Observações históricas

A existência do logradouro consta desde 24 de agosto de 1916 pelo ATO nº 972. Nome declarado oficial pela Lei 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 972

1916-08-24

Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979.

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