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Parque Municipal Jardim das Perdizes

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Barra Funda

Subprefeitura: Lapa

Localização: criado e denominado o Parque Municipal Jardim das Perdizes, com área de 45.967,67m² (quarenta e cinco mil, novecentos e sessenta e sete metros e sessenta e sete decímetros quadrados), formada pelas áreas verdes 01 e 03 configuradas na planta de fl. 9 do processo administrativo nº 2012-0.224.953-8, com acesso pela Avenida Marquês de São Vicente, no Distrito da Barra Funda, Subprefeitura da Lapa

História da rua

O parque foi implantado na antiga gleba da companhia telefônica, na região da Barra Funda, sendo doado à Prefeitura em função do empreendimento urbano realizado ao seu redor. Seus mais de 45 mil m² estão distribuídos entre áreas gramadas, pistas de caminhada, playground, ciclovia e equipamentos de ginástica. Serviços fixos, como locação de bicicletas, ou ocasionais, como os festivais de food truck, fazem dele um dos mais urbanos e cosmopolitas parques da cidade.

A tecnologia adotada em sua edificação contempla soluções sustentáveis, como a opção por um piso drenante (para não comprometer a absorção das águas pluviais). Comodidades usuais, como bebedouros, não são exclusividade dos humanos – os PETs foram contemplados com equipamentos literalmente à sua altura. Ao longo de sua silhueta, destacam-se obras da artista plástica Tomie Ohtake (1913-2015).

A referência que se tem do bairro de Perdizes data de 1897, quando Joaquim Alves Fidelis resolveu fixar ali sua residência. Como havia muitas árvores nativas, ele também criava perdizes no fundo de seu terreno. A perdiz, ave bastante ruidosa, acabou por “batizar” o bairro, já que era conhecido como “quintal das perdizes”. Em 1897, o bairro entrou para o mapa oficial de São Paulo.

A presença das ferrovias e das indústrias fez com que outros bairros surgissem ao redor, como Lapa e Barra Funda. Devido às áreas de várzea, as enchentes eram recorrentes e muitas ruas se tornavam intransitáveis. A rua principal era a Thabor – em homenagem a um monte bíblico, que em 1907 prestou homenagem a Cardoso de Almeida. O advogado ocupou diversos cargos públicos (foi deputado estadual, secretário da Justiça, chefe de polícia e secretário do interior, além de compor a diretoria da Cia. Paulista de Estradas de Ferro).

Embora o nome viesse de uma ave, a perdiz, as ruas do bairro fizeram homenagem a diversas tribos e aldeias indígenas, com forte presença no bairro, como Turyassu, Traipu, Itapicuru e Caetés. Outros nomes foram incorporados às ruas, como Apiacás, Apinajés, Cayowaá, Caraíbas, Cotoxó, Iperoig, Tucuna e Cherentes. Duas ruas em particular homenagearam dois índios importantes de nossa história: Aimberê e Bartira.

A Capela de Santa Cruz ficava no “largo” do bairro, onde as missas foram rezadas entre 1881 e 1902. Em 1914, ergueu-se em seu lugar a Paróquia São Geraldo; ela foi concluída em 1932, com o apoio do Conde Matarazzo. Ela guarda um tesouro histórico: o sino Bronze Velho, com o qual se anunciou a proclamação da Independência. Uma conquista importante que mereceu a homenagem ao Padre Péricles, hoje sepultado sob o altar e que empresta seu nome ao logradouro.

Nos anos 40, com a chegada do bonde ligando as Perdizes à Praça do Correio, notou-se a facilidade de circulação de estudantes. A infraestrutura, no entanto, era pequena e dependia do esforço de famosos, como o goleiro Oberdan Cattani (do Palmeiras): após reclamar muito da falta de calçamento, chamou o então governador Adhemar de Barros para visitá-lo. O carro da autoridade atolou ... e algumas obras saíram, como calçamento da rua Desembargador do Vale e a canalização do córrego.

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) foi instalada em 1949, na Rua Monte Alegre, ocupando antigo prédio do Mosteiro de Santa Teresa, pertencente às freiras carmelitas. Os quartos foram transformados em salas de aula. Em 1960, segundo um morador antigo, a Avenida Sumaré terminava num pântano e tinha um ribeirão, que precisava ser vencido com um aglomerado de tábuas de madeira. Outro destaque do bairro é o Tuca, teatro da universidade fundado em 1965. 

Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 53.443

2012-09-26

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