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Parque Raposo Tavares

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Raposo Tavares

Subprefeitura: Butantã

Localização: Espaço público localizado entre as Ruas Telmo Coelho Filho, Jacinto de Oliveira, Alberto Astori e Domingos Nogueira

História da rua

O parque Raposo Tavares destaca-se como o primeiro parque da América do Sul a ser construído sobre um aterro sanitário. Apresenta, por isso, características peculiares: seu solo é formado por camadas de lixo e terra compactados, sendo revestido por uma camada de argila para diminuir a emanação de gases, e por outra de terra que serve de substrato à vegetação. A transformação de um aterro em parque, como alternativa de lazer à população e ainda proporcionando melhoria da qualidade ambiental, representa um importante ganho para a cidade de São Paulo. O fato de ter sido o primeiro caso do gênero na América do Sul faz do Parque um modelo a ser seguido. Localizado junto à rodovia Raposo Tavares, o Parque homenageia o bandeirante de mesmo nome que, junto a índios aliados, expulsou, aprisionou e exterminou espanhóis e holandeses nas regiões que constituíram os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Bahia. Nascido em Portugal em 1598, Raposo Tavares veio para o Brasil em 1618 e morreu por volta de 1658.

O Parque em 2004 - Flora: O fato de o Parque ser construído sobre um antigo aterro sanitário dificulta e inibe o desenvolvimento de uma vegetação mais significativa. Atualmente, a vegetação do Raposo Tavares é constituída basicamente por áreas ajardinadas, arbustos, herbáceas ornamentais, gramíneas, bosques baixos e leguminosas. Apesar disso, estudos realizados sobre o local mostraram já a probabilidade de se estabelecer uma vegetação sucessional, como carrascal e capoeirinha, mesmo com a emanação de gases. Fauna: As características da vegetação favorecem a predominância de aves de ambientes abertos, como joão-de-barro, chopim, rolinha, sabiá-do-campo, bico-de-lacre, bem-te-vi, pica-pau-do-campo, quero-quero, sanhaço e outras. Há ainda alguns répteis inofensivos, como cobras não venenosas, e mamíferos, como gambás e preás.

Fonte:
Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

 

Antônio Raposo Tavares foi um bandeirante português, nascido em 1598, em São Miguel da Beja. Filho de Fernão Vieira Tavares, que foi capitão-mor governador da capitania de São Vicente em 1622 e de sua mulher Francisca Pinheiro da Costa Bravo,  teve como madrasta Maria da Costa que era cristã nova de quem se presume que ele tenha recebido influência religiosa judaica. Veio de Portugal com seu pai, em 1618, e fixou-se em são Paulo pelo casamento com Beatriz Furtado de Mendonça, filha de Manuel Pires. Fundou uma fazenda em Quitaúna, onde reuniu grande número de indígenas nas suas contínuas entradas ao sertão. Raposo Tavares foi, segundo historiadores do século XX, a alma da destruição das ações jesuíticas espanholas, visando a ampliação das fronteiras do Brasil. Sua primeira bandeira, da qual era chefe nominal Manuel Preto, foi em 1628 e partiu de São Paulo rumo ao Guaíra (no atual Estado do Paraná). Com essa expedição iniciou o processo de asseguramento da posse dos territórios dos atuais estados do Paraná, de Santa Catarina e de Mato Grosso do Sul. Muito serviu a D. Francisco de Sousa e por isso foi por ele armado cavaleiro da Casa Real. Teve diversos cargos na vila de São Paulo e foi ativo sertanista. Em janeiro de 1633, foi eleito juiz ordinário, e logo a seguir, desistiu do cargo pois foi provido pelo conde de Monsanto no ofício de Ouvidor da Capitania de São Vicente. Participou de várias bandeiras. Raposo Tavares morreu em 1658, em São Paulo.

 

Fonte: FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil. São Paulo: Comissão do IV Centenário da cidade de São Paulo, Serviço de Comemorações Culturais, 1954.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 50.259

2008-11-26

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