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Parque Tenente Siqueira Campos e Trianon

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Parque Trianon

Distrito: Jardim Paulista

Subprefeitura: Pinheiros

Localização: Situado na área municipal localizada na Rua Peixoto Gomide, nº 949, com 48.600,00m2 (quarenta e oito mil e seiscentos metros quadrados), na Subprefeitura de Pinheiros.

História da rua

A denominação oficial deste parque é "Tenente Siqueira Campos", oficializado através do Ato nº 70 de 24/01/1931. Porém, é popularmente conhecido como "Parque Trianon"

O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Trianon, foi inaugurado no dia 03 de abril de 1892 e está intimamente ligado à abertura da Avenida Paulista. Para projetá-lo, foi convidado o francês Paul Villon, criador dos jardins do Palácio do Catete, que o elaborou em estilo inglês, com requintes românticos, preservando as espécies nativas ao lado de outras exóticas. Logo no ano seguinte à sua inauguração, o Parque foi remodelado pelo inglês Barry Parker. Durante a administração do Barão de Duprat (1911-1914) foi construído, no local onde hoje localiza-se o Museu de Arte de São Paulo, um belvedere com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, que ficou conhecido como Trianon. Durante as décadas de 20 e 30, freqüentado pela intelectualidade paulistana, o Parque e o belvedere transformaram-se no símbolo da riqueza da elite paulistana. Em 1924 o parque foi doado à Prefeitura e em 1931 recebeu sua denominação atual em homenagem a um dos heróis da Revolta Tenentista. A partir dessa data, o Parque entrou em abandono até 1968, quando o prefeito Faria Lima, convidou o paisagista Burle Marx e o arquiteto Clóvis Olga para recuperá-lo. Os dois substituíram a ponte de madeira que ligava as duas áreas do parque separadas pela Alameda Santos por outra de concreto, promoveram o alargamento das alamedas internas e as pavimentaram com pedras portuguesas em forma de mosaico. O parque é tombado pelo CONDEPHAAT, ata nº 447; e pelo CONPRESP - Resolução nº 05, de 05/04/91 tombamento ex officio. Seu uso é regulamentado pelas Portarias nºs 21 e 23/DEPAVE/78 e 88.

O Parque em 2004 - Área - A área total compreende 48.600 m², divididos em: 34.706 m² de vegetação natural e implantada; 12.108 m² de pisos impermeáveis; 30 m² do espelho d´água; 288 m² de edificações. Infra-estrutura - Bicicletário; Áreas de descanso; Quiosque; Comedouro de pássaros; Bebedouro; Sanitários (1); Lixeiras (74); Mesas bancos (3); Bancos (122); Espelho d'água; Viveiro de animais; Trilha do Fauno com 11 estações e 600 metros; Aparelhos de ginástica; Playgrounds (2); Tanques de areia (2) Flora - O Parque foi criado sobre uma floresta exuberante e depois remodelado com a introdução de várias espécies exóticas. Por essa razão, há nele algumas árvores antigas de tamanho gigantesco como cedro e pau-ferro, árvores nativas que originalmente cobriam toda a região. É uma floresta heterogênea composta por gigantescas espécies de árvores que atingem diâmetro de tronco superior a um metro, como a sapopemba, o jequitibá-branco e o jatobá. São encontrados ainda no Parque tapiá-guaçú, palmito, jatobá, sapucaia, açoita-cavalo, bico-de-pato, chichá, pau-de-tucano, vinheiro e jequitibá-branco. Fauna - Há no Parque micro-habitats onde podem ser encontradas diversas espécies de insetos e aves, principalmente silvestres. É um dos poucos lugares dessa região da cidade que propicia condições para a reprodução de aves como rolinha, periquito, pica pau, joão de barro, bem te vi, sabiá laranjeira, entre outras. Mamíferos que eram habitantes comuns da mata original, como os caxinguelês (esquilos), foram introduzidos e hoje são motivo de atração para os freqüentadores do Parque. Fonte: Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

Tenente Siqueira Campos - Antônio de Siqueira Campos, militar e político brasileiro, nasceu em Rio Claro, SP em 1898. Filho de Raimundo Pessoa de Siqueira Campos e Luísa Freitas de Siqueira Campos, passou quase toda a infância em sua cidade natal e em São Manuel do Paraíso, onde seu pai administrou as fazendas de café de seu irmão, Manuel de Siqueira Campos, um rico proprietário de terras, que também foi presidente da Câmara de Vereadores de Rio Claro. Em 1904, a família mudou-se para a cidade de São Paulo, onde seu pai ocupou o cargo de almoxarife do Departamento de Águas. Foi nessa cidade, que Siqueira Campos passou os últimos anos de sua infância e praticamente toda a adolescência. Estudou no Grupo Escolar Sul da Sé e no Ginásio do Estado de São Paulo entre 1904 e 1914, sempre considerado um ótimo aluno. Ele pretendia cursar Engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, mas sua mãe faleceu e seu pai casou-se novamente, com uma moça ainda mais jovem que o próprio Siqueira Campos, que estava com 16 anos. A organização do novo lar abalou as finanças de seu pai e Siqueira Campos teve que desistir da Escola Politécnica. O clima familiar não era tranqüilo e em 1915, ele resolveu sair de casa e mudar-se para o Rio de Janeiro, como fizeram seus irmãos mais velhos: Raimundo e Ananias. Pretendendo continuar os estudos sua única alternativa foi ingressar como voluntário no Exército em 1915 e no ano seguinte, como aluno da Escola Militar do Realengo. Inicialmente foi incluído na Infantaria, mas aos poucos foi se direcionando para a Artilharia. A Escola Militar do Realengo, que substituiu a antiga Escola Militar da Praia Vermelha, tinha por objetivo formar oficiais profissionais e apolíticos, que se preocupassem com seu treinamento militar e não com as questões políticas do país. No entanto, ele e seus colegas não deixaram de discutir os problemas brasileiros e questionar os rumos da República Velha. Nessa época fez amizade principalmente com Eduardo Gomes e Estênio Caio de Albuquerque Lima, com que alugou uma casa para poderem estudar. A casa passou a abrigar um grupo de estudo, do qual sairiam os principais líderes das revoltas tenentistas que abalariam os anos 20 do século passado. A participação de Siqueira Campos na Escola Militar foi quase perfeita, exceto por uma prisão de 15 dias após uma agressão com um chicote a um delegado de Polícia, que o destratara em 1918. O que impediu uma punição maior foi sua ótima ficha. No mesmo ano se formou e imediatamente se matriculou no Curso Especial de Artilharia, concluindo-o em 30 de dezembro de 1919. No governo de Epitácio Pessoa - 1919/1922, Siqueira Campos foi um dos líderes do Movimento Tenentista, deflagrado no dia 05 de julho de 1922, quando o Forte de Copacabana rebelou-se. Os militares do Forte mantiveram por mais de 24 horas um combate com a Tropa Legalista. Totalmente cercado pela força fiel ao governo, o Capitão Euclides Figueiredo deixou a fortaleza para negociar a rendição com as autoridades, deixando no comando o Tenente Antônio de Siqueira Campos. O Presidente da República não aceitou negociar com os revoltosos, exigindo a rendição incondicional. Siqueira Campos, diante do intenso bombardeio ao Forte de Copacabana, atacado simultaneamente por terra, mar e ar, resolveu não se entregar. Contando com o apoio de dezoito companheiros bem armados, Siqueira Campos deixou o forte para uma luta corpo a corpo com os legalistas. Na Praia Copacabana, iniciou-se o combate, sendo que apenas dois revoltosos conseguiram sobreviver: os Tenentes Antônio Siqueira Campos e Eduardo Gomes. Nessa ocasião, foi gravemente ferido e preso. Em 1923, no governo Artur Bernardes, após deixar a prisão em virtude de um habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Militar (STM), exilou-se no Uruguai. Dedicou-se, então, às atividades de comerciante em Montevidéu e, posteriormente, em Buenos Aires. Em 1924, retornou clandestinamente ao Brasil e retomou as atividades revolucionárias sublevando, com Juarez Távora,uma guarnição do Exército em São Borja (RS). Em seguida, juntou-se ao grupo de rebeldes liderados por Luís Carlos Prestes que haviam se levantado contra o governo em outros pontos do interior gaúcho. Derrotados, seguiram para o Paraná, onde se juntaram às forças que haviam sublevado a capital paulista sob o comando do general Isidoro Dias Lopes e pelo major da Força Pública paulista, Miguel Costa. Da junção desses dois agrupamentos, em abril de 1925, surgiu a Coluna Prestes, devido à popularidade de Luís Carlos Prestes que exercia a chefia do Estado Maior da Divisão Revolucionária, que percorreu cerca de 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil em campanha contra o governo de Artur Bernardes. A Coluna dividia-se em quatro destacamentos, e o Tenente Siqueira Campos assumiu o comando de um dos flancos, coordenando o 3º. Destacamento Revolucionário. Cumpriu difíceis missões, garantindo a movimentação das forças revolucionárias. No Maranhão, foi responsável pelo afundamento do navio que conduzia tropas do governo federal. Participou de muitos combates no Nordeste, lutando até o final da Coluna Prestes. No dia 13 fevereiro 1927, Siqueira Campos, tomou de assalto a cidade de Paracatu, deslocando posteriormente para Unaí. Ainda em fevereiro de 1927, após quase dois anos de marcha, os revolucionários resolveram interromper a luta armada e se internaram em território boliviano. Siqueira Campos, em seguida, fixou-se em Buenos Aires, dedicando-se a reagrupar os revolucionários brasileiros exilados na Argentina e no Uruguai. Para solucionar as dificuldades financeiras enfrentadas pelos conspiradores, propôs pedir ajuda à Internacional Comunista, proposta que foi rejeitada pelos demais líderes, inclusive por Prestes. No final da década, realizou algumas viagens clandestinas ao Brasil com o objetivo de aliciar jovens militares para a causa revolucionária. Em 1929, iniciaram-se os entendimentos entre os militares rebeldes e políticos dissidentes que formaram a Aliança Liberal com o objetivo de impedir que Washington Luís fizesse seu sucessor na presidência da República. Apesar das restrições que fazia a uma aliança com representantes das oligarquias que por anos havia combatido, Siqueira Campos foi designado para preparar um levante na capital paulista. Descoberto pela polícia, foi obrigado a fugir. De volta a Buenos Aires, tentou, em vão, convencer Prestes a apoiar o movimento, ainda que concordasse com várias das restrições que esse fazia aos membros da Aliança Liberal, incluindo o próprio Getúlio Vargas. Cruzou a fronteira com a Bolívia de onde seguiu para Buenos Aires. Passageiro em um avião de carreira comercial, morreu em 10 maio de 1930, antes da revolução ser deflagrada, num acidente sob nome falso, pretendendo voltar ao Brasil quando o avião em que retornava caiu nas águas do Rio da Prata.

 

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 70

1931-01-24

Lei nº 1.432 de 10/11/1911 Decreto nº 49.417, de 18 de abril de 2008 (Processo administrativo nº 2008-0.054.621-7)

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