← Dicionário de Ruas

Passarela Ciccillo Matarazzo

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Vila Mariana

Subprefeitura: Vila Mariana

Localização: O Viaduto Elevado para pedestres sobre as Av. Pedro Álvares Cabral e Vinte e Tres de Maio. Setor: 036 - Qdas: 079.

História da rua

Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, nasceu aos 20/02/1898, em São Paulo e faleceu na tarde de 16/04/1977, no terraço de seu apartamento do Conjunto Nacional, na Av. Paulista. Conforme desejo seu, morreu olhando para São Paulo, para a cidade que tanto amou e ajudou a transformar da capital provinciana do início dos anos 30 em um dos centros econômicos e culturais mais importantes do mundo. Sua fortuna teve origem nas conquistas de seu tio, o Conde Francisco Matarazzo, que veio como imigrante negociar gordura de porco na região de Sorocaba, no século XIX. Na primeira década do século passado, a família já havia acumulado capital considerável que foi reinvestido em atividades industriais e comerciais. Em 1922, o Conde Matarazzo separava de seu conglomerado a metalúrgica que havia criado em 1917, passando o comando da empresa para seu genro Júlio Pignatari e para seu sobrinho Ciccillo. A Pignatari, Matarazzo e Cia expandiu-se rapidamente nas áreas de metalurgia, estamparia de embalagens e laminação, até que, em 1935, a empresa foi desmembrada, passando Ciccillo a ser o único proprietário da Metalma - Metalúrgica Matarazzo. Mas ser um grande industrial era pouco. Ciccillo queria reconhecimento e prestígio, difíceis de serem obtidos, na época, pelas famílias imigrantes. Em 1945, estabeleceu contato com intelectuais de projeção e com representantes das elites paulistas, passando a se dedicar à ação cultural. A partir daí, até sua morte em 1977, os principais eventos e instituições culturais paulistas tiveram a marca ou o incentivo de Ciccillo Matarazzo, tais como o Teatro Brasileiro de Comédia, a Cinematográfica Vera Cruz, a Cinemateca Brasileira, a construção do Parque do Ibirapuera, o Museu de Arte e Arqueologia da Universidade de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, a Bienal do Livro, as Bienais de Arquitetura, o Presépio Napolitano, o Balé do IV Centenário e as representações brasileiras nas Bienais de Veneza. Entre todas essas iniciativas, sua principal contribuição à cultura brasileira foi, sem dúvida, a criação da Bienal de Arte, cujas mostras estiveram sob seu comando durante 25 anos. Ciccillo tinha a capacidade de perceber, antes de todos, os momentos em que era preciso mudar o rumo dos acontecimentos. Criou o MAM-SP em 1948 e, numa atitude quase solitária, fez a primeira Bienal confrontando amigos, colaboradores e artistas. Em 1962, separou a Bienal do MAM tornando-a uma instituição independente com a criação da Fundação Bienal de São Paulo. Enfrentou opositores; reivindicou direitos para a produção artística, envolveu pessoas, liderou. Visionário, Ciccillo Matarazzo colocou definitivamente a arte brasileira contemporânea nos circuitos internacionais e possibilitou que a cultura brasileira se atualizasse por meio do contato com a produção mundial. Como Presidente do MAM-SP e da Fundação Bienal de São Paulo, da qual esteve à frente até 1975, influiu na dinamização do mercado de arte, na formação de público e no incentivo à produção artística de vanguarda. Investiu dinheiro, prestígio e capacidade empresarial para conferir à arte e à cultura o caráter institucional, profissional e moderno, adequado ao projeto de desenvolvimento da sociedade brasileira.

Fonte: Bienal de São Paulo, texto enviado por João Marcos Turnbull através do site www.dicionarioderuas.com.br

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 23.687

1987-04-08

← Voltar ao Dicionário de Ruas