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Praça Buenos Aires

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Praça Hygienólpolis, Praça Higienópolis e Praça Buenos Ayres

Distrito: Consolação

Subprefeitura: Sé

Localização: Fica entre as Ruas Piauí, Bahia, Alagoas e Avenida Angélica

História da rua

No ano de 1912, a Prefeitura desapropriou uma área na região central, na qual criou, em maio de 1913, a Praça Higienópolis. No dia 22/08/1913, a cidade de São Paulo recebe uma comitiva composta por representantes da Prefeitura de Buenos Aires que, inclusive, participou de uma Sessão especial da Câmara Municipal. Por conta disso, no dia 05/09/1913, o então vereador paulistano Mário Amaral apresentou o Projeto de Lei n.º 59 onde propunha a alteração da "Rua do Rosário" (atual Rua 15 de Novembro) para "Rua Buenos Aires". Entrando em discussão, o mesmo vereador ponderou, na sessão do dia 12/09/1913, que não seria adequado mudar um nome tão tradicional na cidade e apresentou um substitutivo indicando este mesmo nome, Buenos Aires, para a "Praça Higienópolis". Este projeto foi aprovado na sessão do dia 12/09/1913, transformando-se na Lei n.º 1.743 de 1913. Em 1916 as obras da praça foram concluídas e ela foi entregue à população com mirante, espelho d'água, esculturas e cercamento. A criação dessa praça teve como objetivo preservar a vista sobre o Vale do Pacaembu. O projeto foi criado pelo francês Bouvard, incluindo uma elevação central com mirante onde foram instalados telescópio e espelho d'água que davam frente para a Avenida Angélica. Somente em dezembro de 1987 o local foi transformado no Parque Buenos Aires, tal qual o conhecemos hoje. A principal característica do Parque é ser uma ilha de tranqüilidade e de contato com a natureza em meio à massa compacta de edifícios da área central da cidade. O Parque possui jardins, alamedas e gramados, com destaque para palmeiras, guapuruvus, figueiras-benjamin, ligustrum, alfeneiro e um jequitibá-rosa com 40 m de altura. São também encontradas espécies nativas como embaúbas, canelas, sibipirunas, além de pitangueiras, amoreiras, acabateiros, goiabeiras e mangueiras. Pardais, tico-ticos, sabiás-laranjeira, sanhaços, periquitos verdes e pombos, aves tipicamente urbanas, são a base da fauna do Parque. O Parque conta com esculturas de destaque, entre elas uma de autoria de Caetano Fracaroli, chamada "Mãe", que foi vencedora de um concurso nacional sobre o tema no ano de 1964. Esculpida em um só bloco de mármore, pesa 24 toneladas e foi instalada em frente ao espelho d'água. Outras esculturas importantes espalhadas pelo Parque são: "O Tango", de Roberto Vivas, esculpida em bronze e granito no ano de 1996; "Veado Atacado" e "Leão Atacado", ambas vindas da França e executadas em bronze pela Frondies d'art ou Val d'cane; os bustos de Firmino Pinto, ex-prefeito de São Paulo, e do pensador argentino Rivadávia, inaugurado em 1945 em homenagem ao seu centenário. Completam o cenário do Parque luminárias inspiradas na arte grega, confeccionadas em ferro fundido com cúpulas de alabastro. Estas luminárias datam de 1929 e eram encontradas também nas ruas de São Paulo.


Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 1.743

1913-09-18

Ato 972, de 24 de agosto de 1916 - oficializa todos os logradouros constantes da Planta da cidade de São Paulo de 1916 (levantamento realizado na época pela Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura). O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.

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