Praça Caio Egydio de Souza Aranha
Conheça a história deste logradouro de São Paulo.
Sobre o logradouro
Nome anterior: Espaço Livre
Distrito: Jabaquara
Subprefeitura: Jabaquara
Localização: Delimitado pela Av. Barro Branco e pelas Rua Luiz Carlos Fachini e Do Céu. Setor: 091 - Qdas: 068/087/324.
História da rua
Caio Egydio de Souza Aranha, mais conhecido como Pai Caio de Xangô, teve uma vida dedicada à espiritualidade e ajuda ao próximo. Foi um líder religioso e cultural de grande relevância para a comunidade afro-brasileira de São Paulo. Em 1950, iniciou a trajetória do Axé Ilê Obá em uma sede no Brás, enfrentando a especulação imobiliária e a intolerância religiosa que expulsaram o terreiro do Centro da cidade. Empreendedor, fixou-se posteriormente na Rua Mucuri, na região do Jabaquara, na Zona Sul, área marcada pela presença negra e de povos originários que formaram quilombos.
Em 12 de fevereiro de 1975, inaugurou a sede atual do Axé Ilê Obá, na Rua Azor Silva, 77, consolidando o sonho de um espaço de culto para o orixá Xangô. Pai Caio resistiu em um período em que a religiosidade de matriz africana era criminalizada, deixando um legado de valorização da cultura afro-brasileira.
Após sua morte, a sobrinha Mãe Sylvia de Oxalá assumiu a liderança do terreiro, consolidando o Axé Ilê Obá como a primeira casa de Candomblé tombada no Estado de São Paulo pelo CONDEPHAAT, em 1990, e, ex officio, pelo Conpresp, em 1991. Atualmente, sob a liderança de Mãe Paula de Iansã, o terreiro mantém o respeito aos ancestrais e o firme legado de Pai Caio, destacando-se como um polo de cultura e resistência contra o racismo religioso.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 27.322
1988-09-11
