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Praça Capitão Antônio del Zotto

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Campo Grande

Subprefeitura: Santo Amaro

Localização: CODLOG 50.638-9, o espaço livre identificado como Jardim 4 na planta de parcelamento do solo - ARR 2746 - Jardim Consórcio, do Departamento de Cadastro Setorial - CASE, delimitado pela Avenida João Peixoto Viegas, pelas Ruas Aleixo Leme dos Reis e Eriberto Barros Cajazeiras e por lotes particulares, situado no Distrito de Campo Grande, Subprefeitura de Santo Amaro.

História da rua

Antônio Ritter Del Zotto nasceu em Marcelino Ramos, Rio Grande do Sul, em 15 de fevereiro de 1911. Filho de Francesco Del Zotto e Anna Ritter. Assentou praça no Exército Brasileiro aos 18 anos como soldado em 02 de maio de 1929, na 2ª companhia do 1º Batalhão do 8º Regimento de Infantaria da 2ª Companhia de Cruz Alta-RS. Promovido a Cabo no ano seguinte, lutou na Revolução de 1930. Dois anos mais tarde, lutou na Revolução Constitucionalista de 1932. Foi promovido a 3º Sargento em 05 de outubro daquele ano. Em 1939, foi promovido a 2º Sargento, e um ano depois, transferido para o Centro Preparatório de Oficiais da Reserva (CPOR), na cidade de São Paulo, no bairro de Santana. Sua promoção à patente de 1º Sargento ocorreu em 11 de janeiro de 1943, quando também foi transferido para o Rio de Janeiro-RJ, para servir no 28º Batalhão de Caçadores. Em seguida, em 26 de agosto de 1943, foi novamente promovido, dessa vez ao posto de Subtenente, conforme decreto do Ministro da Guerra, publicado em 27 de agosto daquele ano no Diário Oficial da União. Por um breve período, entre 1943 e 1944, voltou à cidade de São Paulo, aonde serviu no 4º Regimento de Infantaria Raposo Tavares, no bairro de Quitaúna, hoje pertencente ao município de Osasco.
Com o ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial, Antônio Del Zotto, nesse período como Subtenente, foi incorporado ao Depósito de Pessoal da Força Expedicionária Brasileira (FEB), sendo convocado para lutar nos campos da Itália, contra as forças nazifascistas de Adolf Hitler e Benito Mussolini. Embarcou com o 4º Escalão da FEB no Porto do Rio de Janeiro, em 23 de novembro de 1944, e após 15 dias de viagem, desembarcou no Porto de Nápoles, na Itália, juntamente com outros quatro mil militares brasileiros. De um lado, teve de enfrentar o rigoroso inverno nos Apeninos e na região dos Alpes, e de outro, a dura ofensiva ítalo-germânica, vencida após três meses de intensos combatesCerca de dois meses depois, em 28 de abril de 1945, também integrou os efetivos da FEB na última batalha travada por tropas brasileiras na Segunda Guerra, que, após três dias de violentos confrontos, renderam uma divisão de infantaria alemã e uma de artilharia italiana, na cidade de Fornovo di Taro. Após a derrota dos países do Eixo para os Aliados, o suicídio de Adolf Hitler e o fuzilamento de Benito Mussolini, Itália e Alemanha assinaram suas rendições incondicionais, encerrando a guerra na Europa. Antônio Del Zotto retornou ao Brasil em 03 de outubro de 1945, após quase um ano em solo italiano.
Foi condecorado com as medalhas de Guerra da FEB, Comemorativa de Campanha da FEB e de Campanha da FEB, essa última concedida por decreto do então Presidente da República, Marechal Eurico Gaspar Dutra, conforme consta no Diário Oficial da União de 16 de maio de 1946. Também foi nomeado Adido ao Quartel General da 2ª Região Militar, localizado na cidade de São Paulo, próximo ao Parque do Ibirapuera, e um ano depois, promovido a 2º Tenente, em 27 de agosto de 1947. Ainda em 1947, foi transferido para o Depósito Regional de Motomecanização da 2ª Região Militar, unidade responsável pela manutenção e logística de veículos do Exército, aonde serviu até 1953.
Em 1952, foi promovido a 1º Tenente do Quadro Auxiliar de Oficiais do Exército, conforme decreto publicado em 04 de outubro no Diário Oficial da União, quando passou a exercer a função de Comandante do Depósito Regional de Motomecanização da 2ª Região Militar. No ano seguinte, aos 41 anos, foi promovido a Capitão e transferido para a reserva remunerada de 1ª Classe, conforme consta no Diário Oficial da União de 05 de fevereiro de 1953, findando sua trajetória militar.
Casou-se com Marcina Masini, em 1933, na cidade de Santos. Faleceu em 29 de maio de 1992, aos 81 anos. Nome oficializado pelo Decreto nº 52.477, de 7 de julho de 2011. O processo administrativo nº 2011-0.043.792-0 é o que trata da oficialização do nome.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 52.477

2011-07-07

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