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Praça David Ben Gurion

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Espaço Livre Sem Denominação, Praça Ben Gurion.

Distrito: Consolação

Subprefeitura: Sé

Localização: Delimitada pelas Ruas Capivari e Itápolis. Setor: 011 - Qs: 108, 109 e 120.

História da rua

David Ben Gurion nasceu em 16 de outubro de 1886. Filho de judeus poloneses, aprendeu a língua hebraica e estudou a Torá, Velho Testamento, e o Talmud estimulado por seu pai e pelo avô a ponto de adotar a Torá como fonte de inspiração e compreensão da essência do povo judeu por toda a vida. Imigrou para Eretz Israel, Terra de Israel, aos 20 anos de idade, em 1906. Como lavrador, iniciou a organização dos trabalhadores das vinícolas locais. Não demorou, no entanto, para que abandonasse a vida e o trabalho no campo que tanto amava para se envolver ainda mais na luta pela reconstrução do Estado Judeu. Em 1910 mudou-se para Jerusalém, quando adotou o pseudônimo Ben Gurion, assinando artigos no período Haadut, porta-voz do movimento Poalei. Em 1915 foi expulso da Palestina pelas autoridades turcas, indo radicar-se nos Estados Unidos, onde entregou-se novamente ao trabalho político no movimento Poalei Tzion. Em Nova Iorque conheceu Paula, com quem se casou em 1917. Desta união de 50 anos nasceu três filhos: Amós, Gueulá e Renana. Ao retornar a Eretz Israel em 1918 iniciou a aglutinação das diversas associações de trabalhadores, divididas por razões ideológicas, reunindo-as na Histadrut; a vigorosa Confederação Geral dos Trabalhadores de Israel, fundada em 1921, da qual ele foi seu primeiro secretário geral, ao longo de 15 anos. Em 1935, foi eleito presidente da Agência Judaica, transformada, de fato, no governo não oficial dos judeus da Palestina. Com a ascensão de Hitler, Ben Gurion anteviu o Holocausto e procurou aumentar ao máximo as cotas de imigração para a Palestina. Em julho de 1937, depois de mais uma revolta árabe em 1936, propôs à Comissão Peel e divisão da Palestina em dois Estados, um árabe e outro judeu. A formação de uma Brigada Judaica no exército inglês durante a 2ª Guerra Mundial teve dois objetivos: combater o nazismo e adestrar profissionalmente um grupo de homens que seria depois o núcleo do futuro exército de Israel. Prevendo uma eventual guerra com os exércitos dos países árabes vizinhos, inicou em 1940 um plano de preparação militar do Ishuv; dissolveu e reorganizou os diversos grupos de combate independente, num único exército homogêneo, político e leal ao governo e ao povo de Israel: o TZAHAL - Exército de Defesa de Israel. Em 14 de maio de 1948, proclamou a criação do Estado de Israel e assumiu oficialmente os cargos de Primeiro Ministro e Ministro da Defesa. Em 1953, aos 67 anos, decidiu voltar à vida e ao trabalho no campo. Em S de Boker ele viveu os últimos anos de sua existência, interrompendo este recolhimento por duas vezes: para ocupar o Ministério da Defesa em 1955 e chefiar o Gabinete de 55 a 63. Faleceu fiel ao seu sonho socialista, judaico e bíblico, segundo o qual o povo judeu mudaria seu destino por seu próprio esforço. Todo este sonho foi sintetizado na inscrição de sua lápide, que a seu pedido diz apenas: imigrou para Eretz Israel em 1906. Faleceu em 1º de dezembro de 1973.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 24.712

1987-10-06

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