Sobre o logradouro
Nome anterior: Antigo Largo Municipal
Bairro: Centro
Distrito: Sé
Subprefeitura: Sé
Localização: Fica entre as Ruas Riachuelo, Irmã Simpliciana, Praça da Sé e Praça 7 de Setembro. Centro Histórico de São Paulo.
História da rua
A Praça Dr. João Mendes começou a ser formada pelos idos de 1756, quando a Irmandade de N. S. da Conceição e São Gonçalo Garcia escolheu o local para a construção de uma capela. Em 1757 já existia um pequeno pátio defronte da mesma capela que recebeu o primitivo nome de Campo ou Largo de São Gonçalo. No ano de 1791, era inaugurado nesse mesmo Largo o novo edifício da Câmara Municipal de São Paulo que, também, abrigava a cadeia, construída em 1787, (a cadeia localizava-se no mesmo prédio da Câmara). Por conta disso, a população também chamava o Largo de São Gonçalo de Largo da Cadeia e Largo Municipal. Entre finais do século XIX e início do XX, vários prédios foram demolidos, ampliando sobremaneira o espaço do antigo Largo que, a partir de então, incorporou trechos das antigas Ruas da Cadeia e do (Teatro -1864), (desaparecidas com a reforma urbana). No dia 29 de Novembro de 1898, através da Resolução nº 102, o mesmo logradouro foi oficializado como Praça Dr. João Mendes.
João Mendes de Almeida nasceu na cidade de Caxias, Estado do Maranhão, em 22 de maio de 1831 e faleceu na cidade de São Paulo, SP, em 16 de outubro de 1898. Foi casado com Ana Rita Fortes Leite Lobo. Era irmão de Cândido Mendes de Almeida, ambos filhos do capitão-de-milícias Fernando Mendes de Almeida, português, que se radicou em 1816, na cidade de Caxias, Maranhão, onde se casou com Esméria Alves de Sousa. Era neto dos portugueses João Mendes de Almeida e Maria Escolástica da Fonseca Ramos. Seu filho João Mendes de Almeida Junior tornou-se importante advogado e jurisconsulto, seguindo os passos do pai. O doutor João Mendes iniciou seu curso superior na Faculdade de Direito de Olinda, transferiu-se depois para a cidade de São Paulo, aonde bacharelou-se no ano de 1853. Em seguida, exerceu por um curto período o cargo de Juiz em Jundiaí e, também, na capital até 1858, quando abandonou a magistratura para dedicar-se à política. Ingressando no Partido Conservador, foi um dos seus chefes e pelo qual, de 1859 a 1878, sucessivas vezes, foi eleito deputado, ora da antiga Província de São Paulo, ora nacional. Apesar de monarquista convicto, trabalhou intensamente para a libertação dos escravos no Brasil. Foi o principal redator da Lei do Ventre Livre, a qual defendeu através de inúmeros artigos publicados na imprensa. É dele também o projeto da Reforma Judiciária, convertida em Lei no ano de 1871. Além de sua atuação na advocacia, magistratura, jurisprudência e na política, João Mendes escreveu textos históricos e foi um atuante membro da imprensa. Na cidade de São Paulo, fundou e dirigiu os seguintes jornais: "A Lei", "A Opinião Conservadora", "A Ordem", "A Autoridade", "A Sentinela" e "A Sentinela Monarquista". Colaborou também no "Diário de São Paulo" e no "Jornal do Comércio" do Rio de Janeiro.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
RESOLUÇÃO nº 102
1898-11-29
Ato 972 de 24 de Agosto de 1916
