Sobre o logradouro
Nome anterior: Praça "4"
Bairro: Moinho Velho
Distrito: Sacomã
Subprefeitura: Ipiranga / Sacoma
História da rua
Denominação oficializada através da Lei nº 3.763 de 25/05/1949, Projeto de Lei nº 272 de 1948, do Executivo Municipal. Frederico Ozanam (ou Antoine Frédéric Ozanam) nasceu a 23 de Abril de 1813, em Milão, na Itália. Filho de Jean-Antoine, médico prestigioso, cuja fama profissional não o impedia de assistir doentes indigentes, com o mesmo cuidado e afabilidade reservados aos pacientes da alta condição social, e de Marie Ozanam, também dedicada à assistência dos pobres e enfermos. Frederico respira desde o nascimento o profundo espírito de caridade compartilhado pelos seus pais. Depois de uma infância muito protegida em Lião, Frederico entra no colégio em 1822 para começar os estudos secundários. Estudante brilhante e leitor insaciável, aos 17 anos já conhecia várias línguas como o grego, latim, italiano e alemão, e inicia um curso de hebraico e sânscrito. De espírito sensível e preocupado, é apaixonado pelo estudo da Filosofia. Em 1831, Frederico, erudito jovem de província, chega a Paris para estudar na Sorbonne. Em pouco tempo converte-se num assíduo frequentador dos ambientes intelectuais e começa a colaborar com jornais e revistas. Apesar da sua timidez e do comportamento simples, emergem com clareza tanto a sua profunda humanidade como o seu rigor moral: a sua imensa cultura, as suas opiniões atualizadas e o seu catolicismo empenhado tornam-no rapidamente uma personalidade relevante. Dedica a sua formidável eloquência a moderar os debates sobre religião e política, num círculo literário estudantil chamado “Conferência de história”, do qual é porta-voz. Certa tarde, depois de sair vencedor de um debate com um estudante socialista sobre o compromisso social dos católicos, anuncia a um amigo a intenção de realizar finalmente um projeto que há tempo lhe era muito querido: uma “Conferência de Caridade”, uma associação de beneficência para a assistência dos pobres, com a finalidade de por em prática o catolicismo. Desta maneira, em Maio de 1833, com apenas 20 anos, Frederico funda, juntamente com seis companheiros, as Conferências de São Vicente de Paulo. Nenhum dos seus jovens fundadores poderia imaginar o desenvolvimento que alcançaria esta pequena sociedade benéfica, à qual Frederico se dedicaria, daí por diante, sem jamais poupar esforços. Doutor em Direito (1836) e depois em Letras (1839), Ozanam inicia uma brilhante carreira universitária que o levará, em 1844, a tornar-se o titular da cátedra de Literatura Estrangeira na Universidade da Sorbonne e a viver sem reservas a sua profunda vocação ao magistério. Em 1841 casa-se com a jovem Amélie Soulacroix. Frederico Ozanam foi, portanto, um homem profundamente inserido no seu tempo. Marido e pai, professor e literato, leigo comprometido, vive as diferentes dimensões da sua existência, com a mesma paixão e generosidade. Vai pessoalmente aos bairros pobres de Paris e de outras cidades, promove a expansão das Conferências vicentinas no mundo, publica textos históricos e literários, luta pela liberdade civil, política e religiosa. O seu caminho espiritual conhece altos e baixos: Frederico julga não fazer o suficiente, e pede ao Senhor que o ajude a ser melhor, luta contra o orgulho até se esquecer do próprio valor. Os primeiros sintomas do que seria uma grave infecção renal, confundida com uma enfermidade pulmonar, que o levaria lenta e dolorosamente a uma morte prematura, chegam-lhe de surpresa em 1846. Na tentativa de recuperar a saúde, Frederico passa algum tempo com a família na Itália, e é recebido em audiência por Pio IX. De retorno a Paris, Ozanam continua a dedicar-se, de corpo e alma, ao serviço dos seus alunos, ao jornal “Ere Nouvelle”, com o qual colaborou na sua fundação, aos pobres e aos trabalhadores. A revolução de 1848 e o feroz debate no mundo político e católico só tornarão piores as suas condições de saúde. Em 1849, depois de ter sofrido um segundo ataque agudo do mal que o estava minando, Frederico começa a estar consciente do triste pressentimento. As suas atividades continuam de modo frenético. O seu anseio de conhecer e de participar leva-o a ignorar a dor física e, por vezes, até mesmo os conselhos dos médicos. Em Maio de 1853 estava novamente na Itália por motivo de saúde. Frederico Ozanam morreu na noite de 8 de Setembro de 1853. Este é o modelo de apóstolo leigo, erudito, empenhado e dedicado ao serviço dos mais pobres, que a Igreja apresenta a todos os fiéis, mas sobretudo aos jovens, durante a Missa presidida por João Paulo II, no dia 22 de Agosto, em Paris, na qual é beatificado Frederico Ozanam. Digno de nota é o caso da cura milagrosa de uma criança brasileira, de apenas dezoito meses, afetada de uma grave forma de difteria, que nos primeiros dias de Fevereiro de 1926, em Nova Friburgo (RJ), obteve a graça por intercessão de Frederico Ozanam. Esta cura foi reconhecida pela Junta médica da Congregação para as Causas dos Santos a 22 de Junho de 1995, e confirmada de modo unânime pelos Consultores teólogos, na reunião de 24 de Novembro do mesmo ano.
Fonte: Justificativa/Projeto de Lei 272, de 1948. http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
Localização no mapa
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Legislação
LEI nº 3.763
1949-05-25
Projeto de Lei nº 272 de 1948, do Executivo Municipal.
