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Praça Hélio Bicudo

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Vila Andrade

Subprefeitura: Campo Limpo

Localização: Situado na Rua Aureliano Guimarães.

História da rua

Hélio Pereira Bicudo, natural de Mogi das Cruzes, nascido em 5 de julho de 1922, filho de Galdino Hibernon Pereira Bicudo e de Ana Rosa Pereira Bicudo. Era casado com a Sra. Déa Pereira Wilken Bicudo, com quem teve sete filhos.

Formou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (turma de 1947). Em. 1959 foi nomeado Chefe da Casa Civil do governador de São Paulo, Carlos Alberto de Carvalho Pinto (1959 - 1963). Na administração Carvalho Pinto, foi o primeiro presidente das Centrais Elétricas de Urubupungá, construtora das usinas hidrelétricas de Jupiá e de Ilha Solteira, a primeira no Mato Grosso do Sul e a segunda em São Paulo. Foi ministro interino da Fazenda (1963) durante o governo do presidente João Goulart (1961 - 1964), em substituição ao então ministro Carvalho Pinto. Como procurador de Justiça no Estado de São Paulo na década de 1970, destacou-se ao combater o grupo policial de extermínio conhecido como esquadrão da morte. Denunciou 35 policiais, entre os quais o temível delegado Sérgio Paranhos Fleury, símbolo da repressão política da ditadura militar (1964 -1985). Ameaçado de morte durante as investigações, recebeu apoio público do Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns (1921 - 2016). Em razão do trabalho incansável em que buscou punir policiais criminosos e de todas as investigações sobre violações dos Direitos Humanos que conduziu no período do regime militar, foi fichado pelo Serviço Nacional de Informações, órgão de inteligência que atuou em favor da repressão política no regime militar. Em 1976, publicou o livro "Meu depoimento sobre o Esquadrão da Morte". Em 1981, integrou a primeira diretoria executiva da Fundação Wilson Pinheiro, antecessora da Fundação Perseu Abramo. Em 1982, foi candidato a vice-governador de São Paulo na chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores). Em 1989, foi secretário dos Negócios Jurídicos de São Paulo, durante o governo da prefeita Luiza Erundina (1989 - 1992). Entre 1991 e 1999, exerceu dois mandatos de deputado federal pelo PT de São Paulo. Durante os seus dois mandatos, propôs emendas à Constituição modificando o sistema penitenciário e a estrutura policial. Aprovou projeto que transferiu à Justiça comum o julgamento de policiais militares autores de crimes dolosos. Em 1996, presidiu a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Em 2000, presidiu a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com sede em Washington, nos Estados Unidos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos). Entre 2001 e 2004, foi vice-prefeito de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy, na qual presidiu o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos. Em 2003, foi um dos criadores da Fundação lnteramericana de Defesa dos Direitos Humanos, fórum em que fez denúncias e acompanhou casos de desrespeito aos- Direitos Humanos no Brasil. Em 2005, pede desfiliação do PT após a eclosão do caso de corrupção que ficou conhecido nacionalmente como escândalo do mensalão. Em 2015, foi um dos autores do pedido de impeachment que afastou a presidente, Dilma Rousseff no ano seguinte.

O homenageado morreu aos 96 anos, em 31 de julho de 2018, em São Paulo.

Fonte: Justificativa - Projeto de Lei nº 726/19, dos vereadores Gilberto Natalini e Aurélio NOmura.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 17.606

2021-08-13

Projeto de Lei nº 726/19, dos vereadores Gilberto Natalini e Aurélio NOmura.

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