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Praça Irineu Evangelista de Sousa

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Penha

Subprefeitura: Penha

Localização: O espaço livre caracterizado como canteiro central do prolongamento da Avenida Aricanduva, delimitado pela Avenida Celso Garcia e Viaduto Engenheiro Alberto Badra.

História da rua

Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá também conhecido como Visconde de Mauá. Foi um brilhante industrial, banqueiro, político e diplomata, nasceu no Brasil, em 28 de dezembro de 1813, na cidade de Arroio Grande, pertencente ao município de Jaguarão, Rio Grande do Sul. Muito cedo perdeu o pai e, ao lado de um tio que era capitão da marinha mercante, mudou-se para o Rio de Janeiro. Com 11 anos de idade já trabalhava na função de balconista em uma loja de tecidos; graças à sua esperteza foi progredindo aceleradamente. No ano de 1830 empregou-se em uma firma de importação de propriedade de Ricardo Carruther, com quem aprendeu inglês, contabilidade e a arte de comercializar. Com 23 anos subiu de posição, tornou-se gerente e pouco tempo depois sócio da companhia.

Após realizar uma viagem à Inglaterra, em 1840, concluiu que o Brasil precisava de capital para investir na industrialização. Irineu decidiu sozinho avançar em direção ao progresso, edificou os estaleiros da Companhia Ponta da Areia, construiu no ano de 1846 a indústria náutica brasileira, que se estabeleceu no Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói. Em questão de um ano já possuía a maior indústria do país, contribuindo para colocar no mercado de trabalho mais de mil operários, fabricando caldeiras para máquinas a vapor, investindo em engenhos de açúcar, guindastes, prensas, armas e tubos para encanamento de água.

Quando houve as batalhas contra Oribe, Rosas e Lopez, a Companhia Ponta da Areia forneceu os navios e canhões necessários. Deste momento em diante, Irineu Evangelista resolveu se dedicar a duas atividades em potencial - dividiu-se entre a profissão de industrial e a de banqueiro.

Foi precursor na área dos serviços públicos, entre várias de suas atuações podemos citar: 1851 - Rio de Janeiro - Construiu uma companhia de gás voltada para a iluminação pública do Rio de Janeiro. 1852 - Colocou em ordem as corporações de navegação a vapor no Rio Grande do Sul e no Amazonas. 1854 - Introduziu a primeira estrada ferroviária, que ia da Raiz da Serra à cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro. 1854 - Contribuiu com a fase inicial da União e Indústria, a primeira estrada ladrilhada do país, que compreendia o trecho de Petrópolis a Juiz de Fora. 1874 - Ajustou o assentamento do cabo submarino, entre tantas outras realizações.

Através de uma sociedade firmada com capitalistas da Inglaterra e cafeicultores de São Paulo, tomou parte na construção da Recife and São Francisco Railway Company, da estrada de ferro dom Pedro II - hoje a Central do Brasil -, e da São Paulo Railway - atual Santos-Jundiaí.

Deu início à edificação do canal do mangue, no Rio de Janeiro, e respondeu pela implantação dos primeiros cabos telegráficos e submarinos, conectando o Brasil à Europa. No final do ano de 1850, inaugurou o Banco Mauá, MaCGregor &Cia, com várias filiais espalhadas pelas capital brasileiras, e também no exterior, como em Londres, Nova Iorque, Buenos Aires e Montevidéu.

Era considerado um liberal, abolicionista e antagônico à Guerra do Paraguai, concedeu os recursos financeiros imperiosos para a defesa de Montevidéu quando esta cidade se sentiu acuada pela liderança imperial que decidiu intervir, em 1850, nas questões do Prata.

Com suas atitudes contra o governo, acabou por se transformar em uma pessoa não bem vista pelo Império. Suas fábricas foram sabotadas, ações criminosas aconteceram, sem a menor cautela, e suas transações comerciais foram atingidas pela lei, que passou a cobrar taxas exorbitantes sobre as importações.

Na carreira política foi deputado pelo Rio Grande do Sul em vários mandatos, porém, em 1873, renunciou ao seu encargo para poder se dedicar a seus negócios que se encontravam em risco desde a crise bancária de 1864. Em 1875, Irineu sofreu um duro golpe, amargou a falência do Banco Mauá, em vista disso ele foi obrigado a vender a maior parte de suas empresas a capitalistas estrangeiros. Encontrava-se então doente, era portador de diabetes, porém só sossegou quando finalmente conseguiu liquidar todas as suas contas, vindo a falecer em sua residência na cidade de Petrópolis em 21 de outubro de 1889, poucas semanas antes da queda do Império. Seu corpo foi trazido à corte de trem, pela mesma estrada de ferro que construíra anos antes, e sepultado no Mausoléu de sua família, no cemitério de São Francisco de Paula. De cabeça erguida, viu encerrada a sua vida de grande empreendedor, nobremente se retirou da vida de industrial e terminou seus dias sem nenhum patrimônio, mas com algo que valia mais que qualquer bem material, ou seja, dignidade e fidelidade às suas convicções.

Fonte Projeto de Lei nº 419/16, do vereador David Soares.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 16.884

2018-04-16

Projeto de Lei nº 419/16, do Vereador David Soares

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