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Praça Luíza Mahin

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Praça Sem Nome

Distrito: Brasilândia

Subprefeitura: Freguesia / Brasilandia

Localização: O Logradouro limitado pelas duas pistas da Estrada do Sabão - Brasilândia

História da rua

Luísa Mahin (nascida no início do século XIX) foi uma ex-escrava africana, radicada no Brasil, mãe do abolicionista Luís Gama. Luiza Nahin, de sobrenome islâmico, participou ativamente de todas as revoltas desencadeadas contra a escravidão na cidade de Salvador e arredores, tendo sido muito ativa na grande Insurreição dos Malês em 1835. Logo depois, conseguindo escapar da ou de outras revoltas. Tendo sido presa, possivelmente foi deportada para a África. Luiz Gama escreveu sobre sua mãe: "Sou filho natural de uma negra africana, livre, Nagô de nação, de nome Luiza Nahin, pagã, que sempre recusou o batismo, e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa, magra, bonita, a cor era de um preto retinto, sem lustro; os dentes, eram alvíssimos como a neve. Altiva, generosa, sofrida e vingativa. Era quitandeira laboriosa. Procurei-a no Rio de Janeiro em 1837, 47, 56 e 61 na Corte. sem que pudesse encontrá-la. Em 1862 soube por "pretos minas", que ela em companhia de malungos desordeiros, em uma casa da Fortuna foi posta em prisão. Que neste tempo foi deportada de volta à África, forma do governo conter os "revoltosos".

Este nome foi sugerido pela organização "Coletiva de Mulheres Negras", através de cartas enviadas nos dias 23 e 25/10/1984, ao então prefeito Mário Covas, e assinadas pela sua coordenadora Sra. Vera Lúcia Siqueira Saraiva.

Nome anterior: PRAÇA SEM NOME

Nome oficializado pelo Decreto nº 20.723, de 06 de março de 1985.

O Processo Administrativo nº 1985-0.012.458-0 é o que trata da oficialização do nome.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 20.723

1985-03-06

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