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Praça Marielle Franco

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Brasilândia

Subprefeitura: Freguesia / Brasilandia

Localização: Logradouro delimitado pelas duas pistas da Rua Padre Achilles Silvestre.

História da rua

Marielle Franco nasceu e cresceu no Complexo de Favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, batalhou desde sua infância pelo próprio direito à educação. Trabalhou junto aos pais como camelô para que pudesse obter os recursos necessários para estudar. Integrou a equipe de dançarinas do Furacão 2000, grupo de funk famoso no RJ. Já aos 18 anos tornou-se educadora infantil em uma creche. Mais tarde, já separada de seu marido, com quem teve sua filha, Luyara, Marielle ingressou no curso de Ciências Sociais da PUC-RJ, que concluiu por meio de bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos. Em 2014 defendeu sua dissertação de mestrado em Administração Pública na Universidade Federal Fluminense com o título "UPP - A redução da favela a três letras: uma análise da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro". Em 2004 iniciou seu relacionamento com Mônica Benício, sua esposa à época de seu assassinato, e com quem morava desde 2017.

Marielle Franco dedicou sua militância aos direitos humanos desde que teve uma amiga morta em conflito entre policiais e traficantes no Complexo da Maré. Integrou a equipe do, então, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), onde reforçou sua atuação coordenando a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Nesta posição, atuou no auxílio às famílias vítimas de violência, inclusive aquelas de policiais que foram assassinados. Em 2016 disputou sua primeira eleição pelo Partido Socialismo e Liberdade em coligação chamada "Mudar é Preciso", também composta pelo Partido Comunista Brasileiro. Foi eleita com 46 mil votos, uma votação expressiva que a colocou entre as mulheres mais bem votadas do Brasil para vereadora. Seu mandato estava voltado à melhoria das condições de vida das mulheres, da população LGBT e de populações vulneráveis de forma diversa, combatendo o machismo, o racismo e a homofobia. Apresentou projetos que se tornaram leis, como a instituição de Casas de Parto humanizado.

Na presidência da Comissão de Defesa da Mulher e demais espaços parlamentares posicionou-se criticamente à intervenção federal de 2018 definida pelo então presidente Michel Temer, tendo sido escolhida relatora de uma comissão específica do assunto em Fevereiro de 2018, um mês antes de sua morte.

Sua imagem, história e legado, por outro lado, são mundialmente conhecidos e passaram a denominar não apenas logradouros, mas, também, escolas, bolsas de estudo, coletivos de luta por direitos dos mais vulneráveis e até samba-enredo vencedor do Carnaval carioca em 2019. Marielle Franco tornou-se um símbolo de resistência que transcende colorações partidárias e evidencia a luta de mulheres negras como parte de inestimável importância para a história de nosso país.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 17.307

2020-01-24

Projeto de Lei nº 156/19, do Executivo.

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