Praça Monsenhor Francisco Bastos
Conheça a história deste logradouro de São Paulo.
Sobre o logradouro
Distrito: São Miguel
Subprefeitura: São Miguel
Localização: Logradouro limitado pelas Ruas Cachoeira Alta, Vigia da Encruzilhada e Povos Guaranis. Setor: 134 - Qdas: 210, 211 e 213.
História da rua
O monsenhor Dr. Francisco Antonio Bastos nasceu em Piracicaba, São Paulo, em 11 de setembro de 1892. Fez o Seminário Menor de Pirapora, e o Seminário Maior de São Paulo, até ser mandado para Roma. Fez o Pontifício Colégio Pio Latino Americano e a Pontifícia Universidade Gregoriana, onde fez os estudos de Filosofia e Teologia obtendo os títulos acadêmicos: licença em Filosofia e doutorado em Teologia, com a nota "Cum laude probatus". Ordenou-se sacerdote na Basílica de São João do Latrão. Ocupou cargos de vigário cooperador da Paróquia do S.Bom Jesus do Brás, secretário particular de D.Duarte Leopolde e Silva. Criou o Apostolado da Oração e a Pia União da Filhas de Maria, entre os operários. Superintendeu as obras assistenciais: creche, escola e coopertiva de consumo. Foi diretor do Círculo Operário Católico e de seu jornal "O Operário". Foi pároco da Igreja da Consolação encontrando apenas o telhado, as paredes nuas e o piso de tijolos, com uma dívida de mil contos de réis e com cinco ações executivas dos credores. Todas as dívidas foram pagas e a construção terminada, a Igreja foi decorada com painéis de grande valor artístico, assinado por pintores como Benedito Calisto e Oscar Pereira da Silva. Enriqueceu-a com um belíssimo altar mor, importado de Paris e com o grande órgão vindo da Alemanha. Construtiu a casa paroquial e um grande salão, localizava-se o Fraterno Auxílio Cristão, com médicos, assistentes sociais, psicóloga, advogada, nutricionista e educadora sanitária, para atender famílias pobres. Fundou o escotismo católico em São Paulo. Durante a Revolução de 1924 improvisou abrigo para famílias perseguidas pelos bombardeios, nas instalações da Igreja. Atuou ativamente na Revolução Constitucionalista de 1932, estimulando os soldados nas partidas dos batalhões. Abriu oficinas de costuras, onde voluntárias preparavam fardas, quepes, etc. Desenvolveu as Obras de Vocações Sacerdotais, formando 8 padres. Fundou a Associação dos jornalistas católicos. Adquiriu a Rádio Excelsior do Dr. Paulo Machado de Carvalho, constituindo sociedade por cotas limitadas com o padre João Baptista de Carvalho. Doaram duas cotas à Cúria Metropolintana, com a finalidade de conservar a orientação católica. A explicação porque a Rádio Excelsior desapareceu está no livro "Reiminiscências de um Pároco da Cidade". Recebeu os seguintes títulos eclesiásticos: cônego honorário do Cabido Metropolitano de São Paulo e cônego Catedrático, mas renunciou ao cabido, por exigência de José G. de Affonseca e Silva. Foi agraciado com título de Monsenhor Prelado Doméstico e Protonatário Apostólico Ad Instar Paricipatium. Foi juiz do Tribunal Eclesiástico, censor da arquidiocese e secretário da Congregação Diocesana de Nossa Senhora Aparecida. Fez parte do Concílio Vaticano II, a convite do Cardeal Motta. Fez parte da missão apostólica por indicação do mesmo cardeal, chefiada pelo secretário de Estado, o Cardeal Cicognani, trazendo a Rosa de Ouro, de Roma, destinada pelo Papa Paulo VI, à Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Recebeu o título de Cidadão Paulistano. Publicou várias obras: "O Evangelho por sobre os telhados", "A Nossa Fé", "Os segredos da Arte de Falar em público", "Reminiscências de um Pároco da Cidade" e "Abusos e erros sobre a fé à sombra do Vaticano II". Não suportando a pressão que lhe era feita para renunciar à Paróquia Nossa Senhora da Consolação, depois de 47 anos apresentou ao Sr. Cardeal Rossi a sua renúncia. Foi nomeado pelo Sr. Cardeal Paulo Evaristo Arns, capelão da Capela São Vicente de Paulo, na Casa Pia. Faleceu dia 23 de fevereiro de 1984.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 19.885
1984-07-12
