Sobre o logradouro
Distrito: Moema
Subprefeitura: Vila Mariana
Localização: o logradouro inominado delimitado pelas Ruas Pacheco de Miranda e Feliciano Maia (Setor 36 - Quadra 97), situado no Distrito de Moema, Subprefeitura de Vila Mariana.
História da rua
Plínio Gomes de Mello, nasceu no dia 21 de junho de 1900 na Fazenda de São Solano, na pequena cidade gaúcha de Cruz Alta. Filho de Rodolpho Mello Filho e Juliana Gomes de Mello. Casou-se com Francisca Parlato Gomes de Mello em 31 de dezembro de 1939. Da união tiveram os filhos: Cores, Vasco e Vera. Teve como colega de Grupo Escolar Érico Veríssimo, fato que o deixava orgulhoso. Plínio Gomes de Mello perdeu a mãe quando tinha sete anos de idade e separado dos irmãos menores, Lúcio e Maria, após o falecimento de sua avó Juliana, os três irmãos foram criados cada um por um tio, o que significava cada um em uma fazenda. Aos 17 anos emancipou-se e foi para Porto Alegre estudar. Naquela cidade começou a cursar Direito. Após algum tempo mudou-se para São Paulo, onde se matriculou na Faculdade São Francisco e cursou até o 5º ano, contudo em 1927, quando faltavam dois meses para a formatura, já militante político de esquerda, reuniu no pátio da Faculdade colegas, servidores e professores e fez um discurso dizendo que não serviria àquele Direito reacionário e abandonou os estudos. Foi para o Rio de Janeiro onde, em companhia de Mário Pedrosa, Carlos Etchenique, Jorge Amado e muitos outros intelectuais começou a fazer política. Foi preso com Graciliano Ramos e é citado várias vezes no livro Memórias do Cárcere, juntamente com Raul Karicik e Febus Gikovate, chamados pelo autor de os médicos paulistas. Ao ser solto voltou para o Rio Grande do Sul, passou na fazenda de seu tio Aristides Gomes, pegou três cavalos e foi para Argentina, fugindo da polícia de Getúlio Vargas. Depois de algum tempo voltou a São Paulo, reencontrou com seus amigos da família Abramo, trabalhou como jornalista na Folha da Manhã e Diários Associados. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas por duas vezes no início dos anos 40. Em 1940 retornou à Faculdade São Francisco para cursar o último ano e formou-se no mesmo ano. Em 1946 foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro, juntamente com Freitas Nobre, seu grande amigo, mais Cid Franco, Rogê Ferreira e outros. Passou a advogar na área trabalhista. Assumiu a Câmara dos Deputados por alguns meses como suplente pelo PSB, na década de 50. Ainda nos anos 50, quando Getúlio Vargas, então presidente eleito, ofereceu a vários dos rebeldes de esquerda dos anos 30, altos cargos em embaixadas, recebeu o convite para um cargo na Embaixada do Uruguai, mas recusou. Foi por curto período de tempo Juiz de Impostos e Taxas, durante o governo de Carvalho Pinto, posteriormente, Procurador da República até se aposentar compulsoriamente, com mais de 70 anos. Em 1980, já no fim da repressão, quando foram extintos a Arena e o MDB, foi um dos fundadores do PT, juntamente com Mario Pedrosa, Sérgio Buarque de Holanda e outros. Nunca deixou de votar em qualquer eleição. A última vez foi no plebiscito, em junho de 1993, quando votou pelo Parlamentarismo. Faleceu em 20 de setembro de 1993, Dia do Gaúcho e da Revolução Farroupilha. (biografia escrita por Vera Melo)
Homenagem proposta pelo Projeto de Lei nº 177/12, de autoria do vereador Toninho Paiva. Texto extraído da documentação apresentada que acompanhou o Projeto de Lei.
Nome oficializado pela Lei nº 15.701, de 15 de abril de 2013.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
LEI nº 15.701
2013-04-15
