Praça Presidente Gamal Abdel Nasser
Conheça a história deste logradouro de São Paulo.
Sobre o logradouro
Distrito: Vila Mariana
Subprefeitura: Vila Mariana
Localização: O logradouro delimitado pelas Ruas Arsênico da Silva, Coronel Oscar Porto e pela Avenida 23 de Maio. Setor: 037 - Qdas: 088/089/094.
História da rua
Cidade de Assiot, Alto Egito onde a história humana deu seus primeiros passos. Milhares de anos depois, em 1918, registra o nascimento de um grande homem: Gamal Abdel Nasser. De família humilde, cresceu vendo sua gente sofrer o jugo colonial dos ingleses, aliado a uma Monarquia tirânica, corrupta e submissa. Desde criança alimentava sentimentos de liberdade e justiça e, jovem, liderava manifestações estudantis pela independência de sua Pátria. Ingressou na Academia Militar e formou-se oficial do Exército aos vinte anos. Em 1943 criou e organizou o grupo de oficiais livres que derrubou a Monarquia em 23 de julho de 1952, instalando um Governo Revolucionário voltado para a libertação do Egito e dos demais Estados Árabes que ainda faziam parte dos impérios colonialistas. Não esqueceu porém, da necessidade de uma reforma profunda, social e estrutural da sociedade egípcia. Nesta fase crítica da história dos povos oprimidos quando os senhores do mundo não aceitavam uma simples contestação do seu poder, Nasser, e consciente do inquebrantável desejo de seu povo pela autodeterminação e liberdade, negociou firmemente com os ocupantes, sua retirada. Estes patrocinaram uma campanha de descrédito ao jovem revolucionário, chamando-o de agente russo e de ditador, tentando sublevar o povo, mas acabaram cedendo diante das grandes demonstrações de apoio que as massas deram ao seu líder. Mesmo com seu Exército fora do País, os imperialistas tramavam uma guerra aberta contra o novo Egito, vendo na ação de seu governo um precedente perigoso contra os seus interesses. Porém, Nasser respondia a cada atitude hostil com passos vigorosos na consolidação dos seus planos. Em julho de 1956, os colonialistas apertavam o cerco à economia egípcia, quando foram surpreendidos pela nacionalização da empresa que administrava o canal de Suez, dominada na época por ingleses e franceses. Era a gota d'água que faltava para o governo de sua majestade. A retaliação não demorou. No final de outubro, frotas inglesas e francesas juntamente com o Exército israelense empenhavam-se numa ação de grande envergadura para acabar com a revolução árabe egípcia. Nasser recusou o ultimato e lutou ao lado do seu povo contra os invasores. Homens, mulheres, jovens e velhos combateram, tendo na memória seis séculos de humilhação. O jovem líder era o símbolo da recuperação da dignidade para sua nação, herói dos povos subjugados que desafiou a força bruta dos imperialistas em nome da liberdade. A gigantesca solidariedade de todos os povos forçou a retirada dos agressores. Através da luta e da vitória, compreendeu o grande líder árabe que a causa da liberdade não tem fronteiras, e decidiu assim desenvolver todos os esforços possíveis para apoiar os movimentos de libertação que explodiam em todas as colônias. O grito de Nasser era um pesadelo interminável para os opressores. A imprensa imperialista procurava denegrir-lhe a imagem, mas todos que o conheciam ficavam fascinados pela sua serenidade e firme determinação. Para a segunda fase da luta pela emancipação das dezenas de países recém libertados da África, Ásia e Caribe, percebeu as jogadas dos novos colonialistas, tentando recuperar os seus domínios, usando métodos mais espertos para seus objetivos escusos. Quando os imperialistas não tinham sucesso com suas armadilhas de acordos militares, tentavam penetrar por meio de assistência econômica, e, ninguém melhor que Nasser para perceber que esses países jovens e cobiçados precisavam criar órgãos que defendessem os seus interesses e consolidassem sua independência. No campo nacional o objetivo principal era fortalecer os laços fraternais que unem os povos árabes, pregando essa união como única fórmula capaz de vencer o atraso e enfrentar o desafio imposto por potências hostis. Foi criado o grupo de solidariedade Afro-Asiático para coordenar os interesses dos povos dos dois continentes, tendo em vista que essas duas áreas foram as mais visadas pelas políticas de colonização durante séculos. Todavia, dentro de sua atuação internacional, Gamal Abder Nasser será lembrado como o homem que mais fez pela paz mundial, no período de pós-guerra. Inspirado pela ideologia de neutralidade positiva evitou que o mundo fosse dividido em dois grande blocos antagônicos. Dentro desta linha e com a participação decisiva de outros líderes de peso, como foram Tito e Nehru, foi criado o grupo dos não aliados que formam o eixo de ação política dos povos do III Mundo. Ao falecer em 28 de setembro de 1970, ainda tentava salvar a resistência palestina, na Jordânia do genocídio cruel do qual foi vítima, no episódio que foi conhecido como SETEMBRO NEGRO. Nasser gastou seus últimos momentos de vida na luta por seu ideal, passando para a História como o líder dos oprimidos, que deixou as mais profundas marcas no curso dos acontecimentos durante duas importantes décadas de grandes transformações mundiais.
Logradouro oficializado através do Decreto nº 24.158, de 03 de julho de 1987.
Processo administrativo nº 05-011.973-84*01.
Localização no mapa
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Legislação
DECRETO nº 24.158
1987-07-03
