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Praça Rosa Zingaro Luiz

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Bairro: V. Anastácio

Distrito: Lapa

Subprefeitura: Lapa

Localização: Começa na confluência da Rua Conselheiro Cândido de Oliveira com a Rua Fortunato Ferraz.

História da rua

Rosa Zingaro Luis, nasceu em 19 de novembro de 1941 na cidade de Guaranésia, estado de Minas Gerais. Desde seu casamento passou a morar na Rua Bartolomeu Bueno - Vila Anastácio até o seu falecimento. Muito conhecida e respeitada no bairro por sua atuação em prol dos menos favorecidos, nenhum necessitado que passasse pelo portão de sua lanchonete e restaurante no mesmo endereço, ficava sem uma boa refeição. Todo ano, no dia 12 de outubro, dona Rosa sempre fazia uma grande e linda festa para as crianças do bairro. Festa que também era dedicada às crianças que vinham de outros estados para tratamentos de câncer e ficavam hospedadas, com as mães, na Casa de Apoio Jose Eduardo Cavichio – CAJEC, entidade mantida com doações e que sempre podia contar com o empenho de dona Rosa que, com a colaboração das empresas, comerciantes e moradores, arrecadavam mantimentos, frutas, roupas e o que mais a entidade precisasse. O dia das crianças era sempre uma grande festança. A Rua Bartolomeu Bueno era fechada pelo DSV no quarteirão entre as Ruas Martinho de Campos e Fortunato Ferraz, a policia militar, além de viaturas para evitar que carros circulassem no local, enviava também cavalarianos para levar as crianças para passearem no trecho da rua. Muitas pessoas colaboravam para as instalações de tobogã, piscina de bolinhas e outros brinquedos. Moradores voluntários trabalhavam para brincar com as crianças. Uma escola de adestramento de cães enviava cães para se exibirem para as crianças. Eram distribuídos lanches de cachorro quente e carne louca, além de refrigerantes e sorvetes para as crianças que estivessem na festa. Rosa comandava a festa com uma alegria tão grande, como se fora uma das crianças. Nos outros dias do ano, ela era a mesma “Zaza” que todos os moradores consideravam como pessoa da família. Muito solidária com o sofrimento alheio, estava sempre pronta a ajudar. Uma ocasião um senhor que era morador no bairro teve um grande revés na vida e doente, foi morar em um barraco na favela. Até ele se recuperar e se aposentar, Rosa enviava diariamente um marmitex para ele se alimentar. Para outro rapaz que tinha uma filhinha excepcional e precisava de ajuda, Rosa fez uma campanha entre os amigos e arrecadou fraldas e leite para a menina e alimentos para a família. Assim era dona Rosa, sua lembrança ficará na memória e no coração de todos os moradores do bairro, razão pela qual pedem que seu nome seja eternizado através da nomeação da praça. Faleceu em 13 de março de 2020, aos 78 anos.

 

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 17.945

2023-05-04

Projeto de Lei nº 649/21, de autoria do vereador Eliseu Gabriel.

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