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Praça Sergio Buarque de Hollanda

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Domingos Agnello

Distrito: Mooca

Subprefeitura: Mooca

Localização: Praça delimitada pelas Ruas Chamanta e Cristianópolis

História da rua

Sérgio Buarque de Hollanda, historiador, crítico literário, polemista e boêmio, nasceu em 11 de julho de 1902, na cidade de São Paulo. Em 1921 ingressou na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, onde se formou em 1925. Em 1924 fundou a revista modernista "Estética", em 1929 atendendo ao convite de Assis Chateaubriand, foi para a Europa. Fixou residência em Berlim. Atuou durante um ano como correspondente do "Diário de São Paulo", "O Jornal" e da "Agência Internacional". Colaborou com a revista "Duco". Em 1935 foi redator chefe da Associated Press no Brasil, onde permaneceu até 1939. Em 1936 publicou "Raízes do Brasil". Casou-se com D. Maria Amélia, com quem teve sete filhos. No mesmo ano foi nomeado professor assistente de História Moderna e Econômica e também de Literatura comparada na Universidade do Distrito Federal. Em 1940 substituiu Mário de Andrade como crítico literário do "Diário de Notícias", do Rio de Janeiro. Em 1944 foi nomeado diretor da divisão de consulta da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, onde ficou até 1946. Em 1945 participou da fundação da Esquerda Democrática, que em 1947 se transformou em Partido Socialista. No mesmo ano foi eleito presidente da Seção do Distrito Federal da Associação Brasileira de escritores. Em 1946 assumiu a direção do Museu Paulista, ali permanecendo até 1956. Em 1947 iniciou suas atividades junto à Escola de Sociologia e Política, onde até 1955 se responsabilizou pela cadeira de História Econômica do Brasil, até então a cargo do professor Roberto Simonsen. Em 1952 seguiu com a família para a Itália, onde durante dois anos lecionou a cadeira de Estudos Brasileiros da Universidade de Roma. Em 1955 foi eleito para a vice-presidência do Museu de Arte Moderna, onde ficou durante seis anos. Em 1957 publicou Caminhos e Fronteiras. Fez concurso para a cadeira de História da Civilização Brasileira na USP, onde apresentou a tese "Visão do Paraíso", que depois foi transformada em livro. Em 1959 tomou posse na cadeira nº 36 da Academia Paulista de Letras. Em 1962 foi o primeiro diretor do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Em 1969 aposentou-se do cargo de professor catedrático da Faculdade de Filosofia da USP, em solidariedade aos professores afastados de sua funções pelo Ato Institucional nº 5. Em 1976 foi agraciado com o prêmio Governador do Estado, seção literária. Em 1978 participou da fundação do Centro Brasil Democrático. Em 1979 publicou Tentativas de Mitologia. Ganhou o prêmio Juca Pato como intelectual do ano. Recebeu também o prêmio Jabuti. Em 1980 foi membro fundador do Partido dos Trabalhadores. Faleceu no dia 24 de abril de 1982, com quase 80 anos.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 12.312

1997-04-16

Legislações anteriores: Lei 11.166 de 20/03/1992 e Lei 12.269 de 19/12/1996

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