Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua "4"
Distrito: Alto de Pinheiros
Subprefeitura: Pinheiros
Localização: Começa na Rua Prof. Frederico Herman Jr. e termina na Rua Berlioz - Alto de Pinheiros
História da rua
Esta rua foi aberta na década de 1940 pela "City of São Paulo Improvements and Freehold Land. Co. Ltda" e o seu leito foi doado ao Município por escrituras públicas lavradas aos 27/12/1943 e 29/03/1946, nas notas do 15º Tabelião da Capital e transcritas, respectivamente, sob nºs. 7145 e 11505, no Registro de Imóveis da 10ª Circunscrição da Comarca. Foi ainda aceita e declarada entregue ao trânsito público no dia 05/04/1951, através da Lei nº 4.022. Naquela época, ela começava na Av. Prof. Frederico Herman Júnior e terminava na Av. Semaneiros. No dia 03/11/1954, através do Decreto nº 2.728, foi oficializado o trecho entre a Av. Semaneiros e a Rua Berlioz.
Alberto de Faria, escritor e jurisconsulto brasileiro, nasceu na cidade de Campos (R.J.) aos 05/08/1865. Discípulo de Pedro Lessa, como ele próprio se reconhecia, iniciou sua vida acadêmica aos 15 anos, convivendo com os mais importantes intelectuais da época, tais como Raul Pompéia, Raimundo Correia, Júlio de Mesquita e muitos outros. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, indo exercer a profissão em sua cidade natal, revelando-se um grande causídico. Isto lhe valeu, sobretudo, conseguir excelente clientela. Por essa época, envolveu-se e foi defensor da causa abolicionista trabalhando, também no movimento republicano. Autor de importante obra sobre Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá), revelou grande esmero no tratamento de tão importante personalidade histórica. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, ocupou a Cadeira nº 39, sucedendo a Oliveira Lima. Também não deixou de ser significativo o seu estudo sobre o Barão do Rio Branco, na forma de conferência, proferida na sessão da Academia de 31/07/1930. Historiador, biógrafo, conferencista, jurisconsulto e jornalista, foi ele um polemista de grandes recursos, graças à dedicação com que se dispunha a pesquisar importantes fatos da história brasileira. Adotava em algumas obras o pseudônimo "De-Vaux". Foi sogro dos escritores e acadêmicos Afrânio Coutinho e Alceu Amoroso Lima. Faleceu no Rio de Janeiro aos 29/11/1931. OBS: apesar de seu nome correto ser Alberto de Faria, o logradouro foi oficializado com a denominação de "Rua Alberto Faria".
Sobre ele escreveu o crítico Rodolfo Garcia: "Alberto de Faria pertencera à esplêndida geração que fez a campanha abolicionista e a propaganda republicana. Logo que deixou a Faculdade de São Paulo, formado em Direito, foi exercer a profissão em Campos, sua cidade natal. Ali, naquele centro de grande atividade intelectual, como era então a antiga sede da capitania dos Assecas, com um foro movimentado e culto, Alberto de Faria alcançou rápida clientela, pelo talento, pelo zelo e pelo denodo com que defendia as causas que lhe eram entregues. Veio depois para o Rio de Janeiro, e foi como franco-atirador da imprensa, em longas e famosas polêmicas sobre diversas questões de interesse público, que o seu nome se tornou notável, firmando artigos em que além do saber do jurisperito, transpareciam as qualidades essenciais do escritor apurado e elegante, que se lê com prazer."
Fonte: Dicionário Literário Brasileiro Ilustrado, autoria de Raimundo de Menezes, S.P., Editora Saraiva, 1969, Vol. II, p. 483, 484.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
LEI nº 4.022
1954-04-05
Decreto nº 2.728 de 1954, Denomina Trecho O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.
