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Rua Alberto Pires

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua D

Bairro: V. Regina

Distrito: Pirituba

Subprefeitura: Pirituba / Jaragua

Localização: Começa na avenida Brasilina Vieira Simões, entre a rua Agostinho Correia e a praça Francisco Braga Filho e termina aproximadamente 95mts. além do seu início, em balão de retorno. Setor 106. Qdas. 338 Ref. Planta AU/02/3740/82 de CASE.

História da rua

Alberto Pires foi uma figura proeminente da São Paulo Colonial no século XVII, pertencente à influente família Pires e servindo como o pivô do sangrento conflito conhecido historicamente como a "Verona Paulistana". Sua vida é marcada, sobretudo, pela crônica do genealogista Pedro Taques de Almeida Paes Leme, que o imortalizou como o autor de uma série de mortes que deflagraram uma "pequena guerra civil" na capitania.

Filho de Salvador Pires de Medeiros e Inês Monteiro, Alberto tentou, sem sucesso, uma conciliação entre as famílias rivais ao se casar com Leonor Cabral de Camargo, da família Camargo. Contudo, essa união terminou tragicamente por volta de 1651, quando Alberto assassinou a esposa, deixando um filho, Francisco Pires Ribeiro. Pedro Taques relata o episódio como um acidente ocorrido durante a festividade do Entrudo, no qual Alberto, descrito como "rústico" apesar de ter recebido educação jesuíta, teria dado uma "forte pancada" na cabeça de Leonor, causando-lhe a morte.

Buscando ocultar o homicídio e o corpo, Taques afirma que Alberto forjou uma emboscada para assassinar seu cunhado, Antonio Pedroso de Barros, com um tiro de bacamarte, na entrada da fazenda. Uma versão alternativa, proposta pelo historiador Afonso Taunay, sugere que a motivação para o assassinato de Antonio Pedroso de Barros pode ter sido o adultério entre ele e Leonor Cabral de Camargo, o que solidificaria ainda mais a analogia com a rivalidade de Capuletos e Montecchis.

Com a situação escalando, Inês Monteiro, a matrona dos Pires, convenceu os moradores a enviar o filho a Salvador para ser submetido ao julgamento da Coroa. No entanto, Alberto Pires jamais chegou ao seu destino; durante a viagem marítima, seus captores o assassinaram, atirando-o vivo ao mar com uma "grande pedra" amarrada ao pescoço.

O trágico caso de Alberto e Leonor, apesar da escassez de documentação original e das diferentes interpretações historiográficas, perdurou no imaginário da sociedade, sendo eternizado como um mito da rivalidade paulistana.


Saiba mais no final da página em "Memorabilia"

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 15.329

1978-09-20

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