Sobre o logradouro
Distrito: República
Subprefeitura: Sé
Localização: Começa na Avenida Nove de Julho, entre as Ruas Quirino de Andrade e João Adolfo e termina nesta última. Setor 006. Quadra 35 e 75.
História da rua
Alfredo Gagliotti nasceu em Santos no dia 22 de novembro de 1899 e faleceu em São Paulo, em 16 de julho de 1984. Químico industrial formado pelo Mackenzie College, empresário e industrial, foi contudo no teatro lírico que encontrou a sua verdadeira vocação a qual dedicou-se com extrema dedicação. Profundamente zeloso chegava ao extremo de trazer cenários e guarda-roupas da Itália, alugando-os nas renomadas cenografias de Parravicini, Ercole Sormani, Casa D'Arte Fiore e outras. Para compor as cenas usava como adereços pratarias, porcelanas e cristais de sua própria residência. Vários cenários e costumes também foram confeccionados em São Paulo, e posteriormente doados ao nosso Teatro Municipal, constítuindo ainda hoje grande parte de nosso acervo. Convênios entre Brasil e Itália foram estabelecidos por Gagliotti: em 1969 o Teatro San Carlo de Napoli deslocou-se para o Brasil, trazendo três elencos, para as óperas "Nabuco", "Gioconda" e "Otelo", massa coral, corpo de baile, orquestra, cenários e costumes. Cinquenta e oito toneladas de material cenotécnico e vestidos vieram por via marítima e, em dois aviões de carreira, especialmente fretados, maestros, artistas, coral e corpo de baile, e num outro, instrumental de orquestra e patituras musicais. Em 1971, em prosseguimento ao convênio, seguiam para Nápoles, 78 elementos brasileiros e vistoso cenário da ópera "IL Guarany", de Carlos Gomes. Em 1974, idêntico convênio foi estabelecido com o Teatro Massimo, de Palermo, Scicilia, partindo para aquela cidade uma caravana de 76 elementos genuimamente brasileiros, para apresentar seis récitas da mesma ópera de nosso eminente compositor. Gigliotti, por suas qualidades, venceu quase a totalidade das concorrências realizadas para a estação lírica de São Paulo, desde 1950 até 1976, quando a municipalidade decidiu realizar ela própria as nossas temporadas, experiência já frustrada em 1949, segundo Paulo Cerqueira em seu livro "Um Século de Ópera em São Paulo". Na página 195 do seu admirável trabalho diz aquele estudioso e ex-diretor do nosso maior teatro: "Felizmente os nomes protetores do Teatro de Ramos de Azevedo previam que Alfredo Giagliotti seria o último artífice das nossas grandes temporadas líricas e o inspiraram e ajudaram a encontrar com páginas de ouro a história do templo dourado. Ninguém amou tanto o Teatro Municipal de São Paulo, como seu grande empresário Alfredo Gagliotti, nunca deixando de se sacrificar para beneficio do seu grande ideal".
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 24.531
1987-09-04
