← Dicionário de Ruas

Rua Baltazar Lisboa

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Progresso e Rua Dona Elisa

Distrito: Vila Mariana

Subprefeitura: Vila Mariana

Localização: Começa na Rua Vergueiro e termina na Avenida Engenheiro Luis Gomes Cardim Sangirardi.

História da rua

Baltazar da Silva Lisboa, historiador brasileiro, nasceu na Bahia, no ano de 1761. Feitos os primeiros estudos, seguiu para Portugal, aos cuidados do bispo Pereira Coutinho, para frequentar a Universidade de Coimbra, doutorando-se em 1783 em direito civil e canônico. Acabada a formatura, foi incumbido pelo governo português, de examinar as minas de chumbo de Coja e as de carvão de Buarcos, sobre as quais parece ter deixado duas memórias que nunca se tornaram públicas. Foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, do Conselho do Imperador e comendador de Cristo. Na Magistratura, desempenhou o lugar de Juiz de Fora do Rio de Janeiro, ouvidor da comarca dos Ilhéus, na Bahia, e desembargador de Relações da Côrte. Sofreu algumas perseguições do Marquês de Rezende, vice-rei, e foi acusado de opor-se à constituição das cortes portuguesas e mais tarde de ser contrário a independência da Pátria. Escreveu grande porção de obras, algumas das quais ficaram inéditas, entre elas as seguintes: Anais do Rio de Janeiro, 1834-1835, em sete partes, contendo a descoberta e a conquista do Rio de Janeiro, a sua fundação, história civil e eclesiástica até a vinda de Dom João VI, com várias teorias sobre a origem dos primitivos povos da América, estudos zoológicos, botânicos e biográficos; Discurso histórico, político e econômico dos progressos e estado atual da filosofia natural portuguesa, acompanhado de algumas reflexões sobre o estado do Brasil, 1786; princípios de Física Vegetal, para servir de estudos preliminares dos cortes de madeira: Riquezas do Brasil em madeiras de construções e carpintaria, 1823; memória topográfica e econômica da comarca dos Ilhéus; memória sobre a província da Bahia, sua descoberta, povoação e governo; Descrição das árvores de construção pelos caracteres botânicos; Memória acerca de abertura de uma estrada pela costa, desde a vila de Valença da Bahia até ao Rio Doce, 1808; Memória sobre as matas da comarca dos Ilhéus, corte das madeiras estabelecidas em diversos lugares; Apontamentos para a história eclesiástica do Rio de Janeiro, 1840. Faleceu no Rio de Janeiro em 1840.

Observações históricas

Baltazar da Silva Lisboa, historiador brasileiro, nasceu na Bahia, no ano de 1761. Feitos os primeiros estudos, seguiu para Portugal, aos cuidados do bispo Pereira Coutinho, para frequentar a Universidade de Coimbra, doutorando-se em 1783 em direito civil e canônico. Acabada a formatura, foi incumbido pelo governo português, de examinar as minas de chumbo de Coja e as de carvão de Buarcos, sobre as quais parece ter deixado duas memórias que nunca se tornaram públicas. Foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, do Conselho do Imperador e comendador de Cristo. Na Magistratura, desempenhou o lugar de Juiz de Fora do Rio de Janeiro, ouvidor da comarca dos Ilhéus, na Bahia, e desembargador de Relações da Côrte. Sofreu algumas perseguições do Marquês de Rezende, vice-rei, e foi acusado de opor-se à constituição das cortes portuguesas e mais tarde de ser contrário a independência da Pátria. Escreveu grande porção de obras, algumas das quais ficaram inéditas, entre elas as seguintes: Anais do Rio de Janeiro, 1834-1835, em sete partes, contendo a descoberta e a conquista do Rio de Janeiro, a sua fundação, história civil e eclesiástica até a vinda de Dom João VI, com várias teorias sobre a origem dos primitivos povos da América, estudos zoológicos, botânicos e biográficos; Discurso histórico, político e econômico dos progressos e estado atual da filosofia natural portuguesa, acompanhado de algumas reflexões sobre o estado do Brasil, 1786; princípios de Física Vegetal, para servir de estudos preliminares dos cortes de madeira: Riquezas do Brasil em madeiras de construções e carpintaria, 1823; memória topográfica e econômica da comarca dos Ilhéus; memória sobre a província da Bahia, sua descoberta, povoação e governo; Descrição das árvores de construção pelos caracteres botânicos; Memória acerca de abertura de uma estrada pela costa, desde a vila de Valença da Bahia até ao Rio Doce, 1808; Memória sobre as matas da comarca dos Ilhéus, corte das madeiras estabelecidas em diversos lugares; Apontamentos para a história eclesiástica do Rio de Janeiro, 1840. Faleceu no Rio de Janeiro em 1840. Nome oficializado pelo Ato 833, de 22 de dezembro de 1915 (Processo nº 122.022/15). Nome anterior: Rua Progresso e Dona Elisa.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 833

1915-12-22

Interessado: Tercio Ferreira do Amaral. O Ato nº 972, de 24 de agosto de 1916 - oficializa todos os logradouros constantes da Planta da cidade de São Paulo de 1916 (levantamento realizado na época pela Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura). A Lei 4.032, de 26 de abril de 1951. - Trata da extensão do logradouro. Nome declarado oficial pela Lei nº 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia. Processo nº 29.293/43 - Anexado 28.837-41, 88.189/45 , 84.090/47,109.234/49.

← Voltar ao Dicionário de Ruas