Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua Estevão Raposo; Rua Paula Ney; Rua A
Bairro: Aclimação
Distrito: Vila Mariana
Subprefeitura: Vila Mariana
Localização: Começa na Rua Topázio e Termina na Rua José do Patrocínio.
História da rua
Manuel Batista Cepelos, inspirado e desaventurado poeta paulista, nasceu na Vila de Cotia, Estado de São Paulo, em 10 de dezembro de 1872. Alistou-se no Corpo Municipal Permanente, hoje Força Pública Paulista, então dirigido pelo comandante Canto e Melo. Na carreira militar galgou rapidamente os postos do oficialato: aos vinte e poucos anos era capitão. Fez a campanha do Paraná em 1894, sendo frequentemente elogiado durante os seis meses em que esteve em operações. Cepelos iniciou o seu curso acadêmico em 1898 e em 28 de dezembro de 1902 recebeu o grau de bacharel. Em 15 de julho de 1904, Cepelos que abandonara a carreira militar, era nomeado promotor público da comarca de Apiaí, Estado de São Paulo, cargo em que se empossou dezesseis dias depois. Transferido no mesmo posto para Sarapuí foi, logo em seguida, em 8 de janeiro de 1906 para Itapetininga. Foi colaborador de um grande número de jornais e revistas do país e redator de "A Revista Azul", "A Evolução" - órgão do "Clube Bernardo Guimarães", e "Diário da Manhã", todos de São Paulo, e "A Época", do Rio de Janeiro. O rol completo das obras de Cepelos é : "A Derrubada", poemetos, 1896; "O Cisne Encantado", poema, duas edições: 1902 e 1912; "Os Bandeirantes", com prefácio de Bilac, três edições: 1906, 1908 e 1911; "Os Corvos", crônicas, 1907; "Vaidades", versos, no qual está incluido o poemeto "Santa Teresa de Jesus" a que faz referência a "Nomenclatura das Ruas de São Paulo", "O Vil Metal", romance, 1910 e "Maria Madalena", poema dramático. Subiu em cena pela primeira vez no Teatro Trianon do Rio de Janeiro, em 30 de março de 1915. Foi publicado na Revista do Brasil, de São Paulo, em 1921, "Sensações da Vida", contos, obra desaparecida e inédita. Faleceu no Rio de Janeiro em 1915.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 305
1932-02-04
Interessado: Elza Silvia Filha. Nome declarado oficial pela Lei nº 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). Decreto 4.653 de 25 de março de 1960 - denomina Rua Estevão Raposo. Lei 6.181, de 21 de dezembro de 1962 - estende a denominação ao prolongamento. Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.
