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Rua Capitão Alceu Vieira

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua 2 e do Mesmo Nome

Distrito: Lapa

Subprefeitura: Lapa

Localização: Começa na Rua Haroldo Pacheco e Silva e termina na Pça Sá Pinto. Fica entre as Ruas Toneleiros e Votupoca. Setor: 024 - Qdas: 042/043.

História da rua

Alceu Vieira foi inicialmente soldado e depois capitão do Batalhão do Braz durante a Revolução Constitucionalista de 1932 e faleceu em ação no município de Amparo. Conforme matéria publicada no jornal “Correio Paulistano” de 08/09/1935: Ao iniciar-se o movimento constitucionalista de 1932, o moço Alceu Vieira, então residente em Sorocaba, se dirigiu à Capital, onde ingressou no Batalhão do Braz, que se organizava para a defesa de São Paulo. Tendo já conhecimentos militares, como reservista do Exército, e ainda por já haver tomado parte na Revolução de 1930 no posto de tenente na frente de Itararé, onde combateu vários dias, assumiu o comando da primeira companhia do referido batalhão, ministrando-lhe os primeiros exercícios, e logo partiu para o campo de batalha. Foi destacado para a localidade de Eleutério, em Itapira, onde tomou parte em várias seções. Seguiu depois para Serra Negra e Socorro, até que, em princípios de setembro de 1932, foi incumbido com seus soldados da defesa de Amparo. Nessa cidade apresentou-se para repelir as forças ditatoriais, sustentando galhardamente as suas posições, até que no combate travado nas proximidades daquela cidade, em terras da fazenda do coronel Alonso Dantas Pereira, no dia 9 de setembro de 1932, tombou vitimado por disparos. Ali, no próprio local do combate, foi enterrado, até que em outubro, seu corpo foi transladado para o cemitério de Amparo. O jornal “O Comércio”, de Amparo, assim se exprimiu na ocasião: “No dia 9 de setembro tombou na luta que se travava nos arredores desta cidade, o heroico capitão Alceu Vieira, comandante do Batalhão do Braz. O distinto jovem, apenas estalara o movimento constitucionalista, colocou-se ao lado de São Paulo, empregando todo o vigor de sua mocidade em prol da causa que abraçara. Patriota e valente, destacara-se, sobremodo, e conseguira impor-se aos seus comandados. Destacado para esta cidade com seus soldados, logo conquistou a estima e a simpatia de toda população amparense da qual tornara-se entusiasta defensor. Amável e cavalheiro, dotado de invejáveis qualidades morais e cívicas, fez-se admirado de todos quantos dele se acercaram e o seu nome, devido à sua destemida atuação, tornou-se conhecido de todo o povo de Amparo. O capitão Alceu Vieira nasceu a 12 de fevereiro de 1906 na cidade de Tatuí, sendo criado e educado em Sorocaba. Era filho de Leopoldo Vieira, funcionário público, e de D. Aurora Vieira. Estava noivo de uma gentil senhorita de Sorocaba quando foi tomar parte na luta paulista contra a ditadura. Deixou os seguintes irmãos: Benedito Vieira, Maria Aparecida, residentes em Pilar; Helena, Patapio, Joaquim e Patrocínio, moradores em Sorocaba; Ismenia Vieira, casada com Manoel Cascaes, moradora em Rio Preto; Antonio Vieira e Marieta Vieira, residentes em Sorocaba. Alceu Vieira era funcionário público desde 1927, no Serviço Sanitário do Estado e presidira, durante anos, o F. B. Oriental Clube, desta Capital. Em 1930 foi discricionariamente demitido de seu cargo por haver defendido a legalidade, tendo-se então empregado na E. F. Sorocabana, como guarda livros nos armazéns de Mayrink, cujo cargo deixou para tomar parte da revolução de 1932.     

 

Observações históricas

Verificado o processo administrativo referente à oficialização da denominação do logradouro público, foi constatado que não houve a justificativa a respeito do nome escolhido, ficando prejudicada a coleta de informações.

*Obs: novo histórico em 18/06/2018. Texto de Luís Soares de Camargo.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 15.246

1978-08-22

Processo nº 99.220de 1936. Interessado: Oficio 837 da Camara Municipal. Lei nº 4371/53.

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