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Rua Caputira

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Alameda Circular ( Trecho)

Distrito: Saúde

Subprefeitura: Vila Mariana

Localização: Começa na Avenida Senador Casimiro da Rocha e termina na Rua Oricanga .

História da rua

Esta rua começou a ser aberta em 1918, como parte do loteamento Mirandópolis. O nome deste bairro, por sua por sua vez, foi dado pelo seu proprietário, o empresário ítalo-brasileiro Antônio Cantarella, em homenagem à família Rocha Miranda. Antônio Cantarella era reconhecidamente um apreciador e grande defensor da natureza, gostava de botânica e inclusive fez doações em dinheiro para a edição e publicação de livros sobre esse assunto. Não por outro motivo, ao fundar Mirandópolis, ele mesmo sugeriu que as ruas do novo bairro recebessem nomes de flores. Entretanto, não foi esse o caso da atual Rua Caputira, pois a mesma, no projeto original do bairro, era parte da antiga Av. Circular. Posteriormente, na década de 1930, recebeu o nome de Rua Caputira, um nome indígena que pode ser traduzido como flor do campo ou mata florida. 

Caputira é, também, um município localizado no estado de Minas Gerais, com área territorial de 187,7 km2 e densidade demográfica de 48,11 hab/km2. População estimada de 9.318 pessoas (2021) conforme dados do IBGE. Gentílico: caputirense.

Fontes: jornal Correio Paulistano de 12/10/1918 e 15/03/1919, Lei nº 2.772 de 13/11/1924.

NAVARRO, Eduardo de Almeida. Dicionário tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil : vocabulário português-tupi e dicionário tupi-português, tupinismos no português do Brasil, etimologias de topônimos e antropônimos de origem tupi. [S.l: s.n.], 2015.

Observações históricas

Esta rua começou a ser aberta em 1918, como parte do loteamento Mirandópolis. O nome deste bairro, por sua por sua vez, foi dado pelo seu proprietário, o empresário ítalo-brasileiro Antônio Cantarella, em homenagem à família Rocha Miranda, especialmente a Luíz Nogueira da Rocha Miranda e seu filho Otávio da Rocha Miranda, grandes banqueiros no Rio de Janeiro, proprietários do Banco Nacional Brasileiro e da Companhia Predial, também daquela cidade, e que ficou encarregada da venda dos lotes. Para levar adiante o loteamento, Antonio Cantarella contraiu um grande empréstimo junto aos Rocha Miranda fato este que, posteriormente, foi motivo de litígio entre as partes. Durante esse período, Antonio Cantarella tentou inclusive modificar o nome do bairro, ideia esta que expressou em matéria publicada no jornal Correio Paulistano de 29/10/1925. O bairro foi projetado pelo Dr. Vitor da Silva Freire, então diretor de Obras Públicas da Prefeitura, que apresentou o seu plano em conferência realizada na Escola Politécnica no dia 11/12/1917. Desde o início, Mirandópolis foi considerado um bairro modelo para a cidade e na época de seu lançamento recebeu diversos elogios, a exemplo da matéria publicada no jornal Correio Paulistano de 15/03/1919: “O bairro Mirandópolis representa, pois, a última palavra na arte de delinear cidades higiênicas e formosas; e, de fato, não há positivamente em São Paulo um bairro que possa sustentar comparação com essa magnífica vila, que pelo harmonioso conjunto de suas ruas e pela sua paradisíaca situação, empolga e deslumbra.” O proprietário desta área, Antônio Cantarella, era um entusiasta pela natureza e chegou a construir por conta própria um grande parque ao qual deu o nome de Parque Jabaquara, inaugurado em 1910 e que por décadas esteve aberto público. Posteriormente, este parque também foi loteado (veja mais dados em Rua Antônio Cantarella e Av. Jabaquara). Antônio Cantarella era reconhecidamente um apreciador e grande defensor da natureza, gostava de botânica e inclusive fez doações em dinheiro para a edição e publicação de livros sobre esse assunto. Não por outro motivo, ao fundar Mirandópolis, ele mesmo sugeriu que as ruas do novo bairro recebessem nomes de flores. Entretanto, não foi esse o caso da atual Rua Caputira, pois a mesma, no projeto original do bairro, era parte da antiga Av. Circular. Posteriormente, na década de 1930, recebeu o nome de Rua Caputira, um nome indígena que pode ser traduzido como flor do campo ou campo florido: de kaa (campo) + potyra (flor).

Fontes: jornal Correio Paulistano de 12/10/1918 e 15/03/1919, Lei nº 2.772 de 13/11/1924.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 3.320

1930-08-19

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