Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua E, Rua Jacoavira e Rua Cypriano Barata
Distrito: Ipiranga
Subprefeitura: Ipiranga / Sacoma
Localização: Começa na Avenida do estado e termina na Rua Comandante Taylor.
História da rua
De acordo com o Ato 706 de 18/08/1914, as ruas do bairro do Ipiranga passaram a ter denominação oficial por uma demanda da Repartição de Águas e Esgotos da Capital. As vias, que antes eram conhecidas por letras alfabéticas e números, dificultava o serviço do departamento, fazendo-se assim, a necessidade de mudança das nomenclaturas. O então prefeito da cidade de São Paulo, Washington Luís, solicitou que o IHGB (Instituto Histórico Geográfico) participasse das nomeações seguindo a Lei 920 de 27 de junho de 1906. A partir disso, diversas ruas do Ipiranga recebem nomes que fazem referências a episódios e pessoas que contribuíram para a Independência do país.
Cipriano Barata
Nascido em Salvador (BA) em 1763 e faleceu no Rio Grande do Norte em 1863. Cursou filosofia pela Universidade de Coimbra, marcando sua trajetória intelectual que mais tarde resultaria na defesa das ideias liberais no Brasil. Eleito pela Bahia como deputado das Cortes Portuguesas, sendo um dos signatários do Manifesto Falmouth. Ao voltar para o Brasil, se instala em Pernambuco, redigindo o jornal Sentinela da Liberdade, apresentando como missão a educação do povo para as discussões políticas,
Observações históricas
ipriano José Barata de Almeida, nasceu na Capital da Bahia, em 26 de setembro de 1762. Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. Homem de grandes idéias e extremo proclamador da necessidade da separação brasileira, diz Afonso Taunay, destacou-se nos acontecimentos da Bahia no ano de 1821, ardente aos sessenta anos como um rapaz de vinte. Eleito pelos baianos para deputado, a corte de Lisboa agiu com extraordinária violência nesse parlamento em prol da separação. Foi um dos deputados brasileiros que se abrigaram em Falmouth. Voltanto ao Brasil, ficou em Pernambuco, onde redigiu o jornal, A sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, onde censurou os portugueses com rigor. Mais tarde envolveu-se em sérias questões políticas, e sofreu prisão por vários anos no Rio de Janeiro. Solto, volta à Bahia e reinicia forte campanha contra D. Pedro I. Com a abdicação do imperador, a sua figura aparece comprometida, motivo pelo qual é novamente preso por ordem real. Deixando a prisão em 1833, exila-se voluntariamente no Rio Grande do Norte. Faleceu em Natal, no dia 7 de Junho de 1838.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 706
1914-08-18
ATO n° 972, de 24 de agosto de 1916 - oficializa todos os logradouros constantes da Planta da cidade de São Paulo de 1916 (levantamento realizado na época pela Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura). Nome declarado oficial pela Lei nº 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia. Processo anterior: 26.239/1946.
