Sobre o logradouro
Distrito: Lapa
Subprefeitura: Lapa
Localização: Começa na Praça Prof. José Azevedo Antunes e termina na Avenida Francisco Matarazzo.
História da rua
Esta rua começou a ser aberta em 1888 pelo engenheiro e empresário italiano Luiz Bianchi Betholdi que, em 1887, adquiriu uma extensa área de Antonio Xavier Borba então chamada de “Campos da Pedreira” ou “do Mandi”. Nessa área, Betholdi deu início ao loteamento que chamou de Vila Romana, numa referência ao seu país de origem.
Ao mesmo tempo, as ruas também receberam denominações que faziam menção à civilização romana como a Rua Clélia – em latim Cloelia, que foi uma das mais reconhecidas heroínas de Roma durante a República. Sua história, permeada de fatos lendários, informa que a partir da proclamação da República Romana em 509 a.C., o derrotado rei Tarquínio buscou auxílio de Porsena, rei etrusco. Após um longo cerco à Roma, Porsena decide entrar em acordo com os romanos e exige que estes entreguem reféns para levantar o cerco. Entre esses reféns, Porsena exige que fossem incluídas cem virgens romanas. Diz a lenda que entre elas encontrava-se Clélia. Feita prisioneira, ela não aceitou tal situação e, junto com outros reféns, fugiu de Porsena e atravessou a nado o rio Tibre em direção a Roma. Indignado com a situação, Porsena enviou um ultimato a Roma para que Clélia fosse devolvida. E assim foi feito, mas ao contrário de castigá-la, Porsena oferece seu palácio e Clélia viveu com todo o conforto e comodidade, De acordo com alguns escritos, ele veio a se casar com ela, pois admirava sua coragem e amor para com o seu país. Além disso, ele libertou o restante dos prisioneiros para que retornassem às suas casas. Em agradecimento, Roma erigiu em homenagem à Clélia uma estátua equestre de bronze na Via Maxima. Sua ação, talvez não tão espetacular como conta a lenda, a transformou em heroína que se sacrificou por seu país e demonstrou a força social das mulheres de seu tempo.
Saiba mais no final da página em "Memorabilia".
Observações históricas
Clélia, segundo a tradução em latim, Clélia (Cloelia) foi uma reconhecida heroína de Roma durante a República.
De origem albânica, descendente dos reis de Albânia, foi entregue como refém a Porsenna, rei de Clusium no ano de 507 A.C.. Fugiu atravessando o Tibre com os seus companheiros, e chegou a Roma. O cônsul mandou-a de novo à Porsenna, cheia de presentes e permitindo-lhe levar alguns dos seus companheiros. Clélia teve em Roma uma estátua equestre.
Nome do logradouro oficializado através da Lei nº 3.441, de 23 de dezembro de 1929.
Legislação anterior: Lei nº 2.920, de 05 de outubro de 1925.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
Lei nº 2.920 de 05/10/1925 Lei nº 3.441 de 23/12/1929 Decreto 15.635 de 17 de Janeiro de 1979
