Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua "g-51"
Distrito: Morumbi
Subprefeitura: Butantã
Localização: Começa na Rua João Di Pietro, entre a Avenida Morumbi e a Rua Carlos Cyrillo Junior e termina nesta ultima. Setor: 101 - Qdas: 435.
História da rua
Jorge Mancini, nasceu na cidade de Limeira em São Paulo, no dia 27 de julho de 1900, filho de Assumpta Luporini Mancini e Eduardo Mancini. Casou-se em 1930, com Benedita Martha Villas Boas Mancini, teve 3 filhos. No início da revolução constitucionalista de 1932, alistou-se como voluntário no centro de Alistamento da M.M.D.C., passou a servir junto ao estado maior sob a chefia de Benedita Serpar e Maria Bastos Cruz, cabendo-lhe o setor de embarque e desembarque de tropas. Participou da Chefia na Concentração Militar Jardim da Infância, no posto de Capitão. Seus irmãos também se alistaram na revolução. Jorge Mancini como combatente da revolução, ficou encarregado de levar armamentos e munições para o Coronel Romão Gomes que estava ocupando a cidade de Guaxupé, sendo ameaçado pelas tropas federais. O próprio Comandante Coronel Romão Gomes foi ao encontro de Jorge Mancini na Estação Mogiana, com forte emoção disse a Jorge, O Sr. veio como um Anjo da Guarda, que Deus lhe pague a sua Santa Vida, pois que agora poderemos resistir a bala, as ameaças do inimigo, meus comandados preferem morrer que recuarem. Ao regressar dessa missão, Jorge Mancini passou a disposição da Chefia Militar, instalada no Edifício da Escola Normal da Praça da República, continuando como autêntico soldado da Revolução. Quando a Revolução terminou, os voluntários que regressavam de várias frentes de combates, não tinham onde se recolher, Jorge Mancini reabriu o prédio da Escola Normal e alí alojou 800 combatentes, que aos poucos os encaminhou para os respectivas locais de origem. Em 1933, pelo aniversário da Revolução, Jorge Mancini, com o apoio de muitos voluntários, fundou a Associação dos ex-Combatentes de São Paulo, Jorge Mancini foi eleito presidente desta Associação, sempre prestando valiosos serviços a todos os voluntários daquela inesquecível epopéia, as viúvas e órfãos daqueles soldados que bravamente morreram, proporcionando-lhes valiosos auxílios de assistência médica, odontológica e jurídica. A partir de 9 de julho de 1960, começou a comemoração, apresentando documento da época em exposições. Em 1990, doou o acervo da Revolução Constitucionalista de 1932, para a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 34.968
1995-03-16
Oficial nos termos do Decreto nº 34.049, de 23 de março de 1994.
