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Rua Coronel Artur de Paula Ferreira

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Sorocaba e Rua Marques De Jacarepaguá

Bairro: V. Nova Conceição

Distrito: Moema

Subprefeitura: Vila Mariana

Localização: Começa na Rua Afonso Braz e termina na Avenida Hélio Pellegrino

História da rua

Artur de Paula Ferreira nasceu em Ouro Preto. Ainda adolescente, em 1888, foi para a cidade do Rio de Janeiro onde militou na imprensa como tipógrafo do Jornal do Brasil. Empolgou-se, então, pela luta em prol dos altos destinos da Nação, comandada pelo patrício Ruy Barbosa. Em 1892, no governo do Marechal Floriano quando a legalidade corria perigo, o jovem Arthur deixou a arma da imprensa para empunhar a arma de guerra, e alistou-se no batalhão patriótico Tiradentes, sob o comando do coronel Dr. Sampaio Ferraz afim de defender a legalidade no Rio de Janeiro e em Niterói. Desde então, o espírito militar não o abandonou. Transferindo-se para São Paulo, alistou-se no corpo de Cavalaria da Força Pública, como soldado. Alí foi cabo, sargento, sargenteante do esquadrão e sargento amanuense na Secretaria. Louvado pelos serviços prestados no corpo de cavalaria, foi transferido para a Seção de Enfermeiros, onde foi enfermeiro-mor, 1º sargento, depois promovido a sargento-ajudante, servindo até outubro de 1896. Nessa data passou para o 3º Batalhão de Infantaria e logo a seguir para o 1º, de onde foi posto à disposição dos chefes de Polícia, doutores Xavier de Toledo e Costa Carvalho. Sempre elogiado pelo desempenho que dava aos seus ofícios, com disciplina, respeito, moralidade, inteligência e eficiência, em 18 de novembro de 1897, foi comissionado no posto de 2º tenente para a guarda Cívica do interior. Comandou os destacamentos de Araraquara e Jaboticabal, onde a Câmara Municipal inseriu em alta louvor e gratidão pelos relevantes serviços prestados durante a epidemia de febre amarela, cuidando com abnegação e solicitude de grande número de enfermos, em Jundiaí e em Franca. Em julho de 1901, foi promovido a 2º tenente e classificado no corpo de cavalaria, onde alistou-se em 1893. Foi delegado em Buquira e Jundiaí. Transferido para o 1º Batalhão, foi secretário dessa unidade em 1905, onde foi promovido a 1º tenente. Em outubro de 1906 foi nomeado ajudante de ordens do Presidente do Estado, Jorge Tibiriçá. Em maio de 1907, foi promovido a capitão e transferido para a Guarda Cívica da Capital. Em 1909 voltou ao 2º Batalhão e seguiu para Jundiaí, cuja companhia passou a comandar. Em 1911 seguiu para Itapura, e ali cuidou do local, participando da construção do prédio e da negociação para a instalação da cadeia e da delegacia. Em 05 de março de 1914 foi promovido a major e classificado no 2º Corpo da Guarda Cívica. Em julho foi transferido para o 5º batalhão, como fiscal, de onde saiu para o 4º em 1918. Recebeu inúmeros elogios do presidente do Estado, dos secretários da Justiça e comandantes gerais, bem como de ilustres generais, que comandaram tropas legais em movimentos revolucionários, nos quais o cel Paula Ferreira foi sempre legalista: em 1922, nas fronteiras de Mato Grosso; em 1924, em São Paulo; em 1917, nas greves de Santos e de São Paulo. Reformado a pedido em 1927, após 33 anos de serviços ao Estado, apresentou-se para defender a Legalidade, e em 1932 tomou parte na Revolução Constitucionalista, em virtude do que foi promovido a coronel em 07 de maio de 1951, pelo governador Lucas Nogueira Garcez. Faleceu na cidade de São Paulo no ano de 1954.

Observações históricas

Arthur de Paula Ferreira nasceu na cidade de Ouro Preto, MG, em 1823. Ainda adolescente foi para a cidade do Rio de Janeiro onde trabalhou como tipógrafo no Jornal do Brasil, neste momento empolgou-se pela luta em prol dos destinos da Nação, comandada por Ruy Barbosa. Em 1892, no governo de Marechal Floriano alistou-se no batalhão "Tiradentes", desde então o espírito militar não mais o abandonou. Transferiu-se para a cidade de São Paulo e se alistou na Cavalaria da Força Pública. Durante sua vida trabalhou em várias regiões do Estado de São Paulo, onde recebeu vários prêmios e medalhadas pelo seu desempenho. Faleceu em setembro de 1954.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 4.665

1955-05-05

Nome declarado oficial pela Lei 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia. processo administrativo nº 0.156.437/54 atual 2019-0.039.304-9

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