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Rua Coronel Palimércio de Rezende

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua 10, Rua Urucânia e Rua Palimércio de Resende.

Distrito: Butantã

Subprefeitura: Butantã

Localização: Começa na Praça Vicente Rodrigues e termina na Rua Alvarenga.

História da rua

Esta denominação foi sugerida pelo vereador André Nunes Júnior através do Projeto de Lei nº 229 de 1948. Palimércio de Rezende nasceu no Rio Grande do Sul, em 13 de dezembro de 1880, filho de Afonso Zulmiro Resende. Em 1896, iniciou sua carreira militar como praça e posteriormente ingressando na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde estudou engenharia militar, ciências físicas e matemáticas. Em 1921, serviu em Juiz de Fora, onde também concluiu o curso de revisão da Escola de Estado-Maior. No ano seguinte, assumiu a função de oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, general Fernando Setembrino de Carvalho. Em 1928, já coronel, assumiu a chefia do estado-maior da 2ª Região Militar, em São Paulo. Nesse posto, com a eclosão da Revolução de 1930, combateu os revoltosos no Paraná. Foi um dos lideres da Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo, onde junto do então coronel Euclides Figueiredo, que inicialmente foi o comandante geral dos revoltosos e posteriormente comandante da frente norte, participou ativamente nas articulações do levante armado. Naquela ocasião, com deflagração do conflito, veio a assumir o general Bertoldo Klinger, então comandante da Circunscrição Militar sediada em Mato Grosso. Em seguida, Palimércio veio a assumir a chefia do Estado Maior do coronel Figueiredo, comandante da frente norte de combate. Contudo, iminente a derrota militar dos revoltosos, já dado o armistício e as tratativas para a rendição formal, Palimércio então bateu em retirada para o sul do país, comandando seus oficiais em busca da fronteira. Assim, refugiaram-se no exílio com demais revoltosos. Em 1934, com a concessão da anistia pelo governo federal, ainda participou em 1935, juntamente com o coronel Euclides Figueiredo, Bertoldo Klinger e João Neves da Fontoura, entre outros, de uma conspiração contra o governo federal, que acabou não sendo realizada. Palimércio de Rezende faleceu no 1º de maio de 1939 e foi sepultado no cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro. Segundo Guilherme Figueiredo, filho de Euclides Figueiredo, dos quais era muito próximo, o coronel gaúcho do Exército Brasileiro não era um militarista embora fosse um militar de formação e era um homem muito culto, apreciador de música clássica, artes e literatura, tendo sido um dos seus mentores para a sua carreira como escritor.

Observações históricas

O coronel Palimércio de Rezende nasceu em 03 de dezembro de 1880. Alistou-se em 13 de abril de 1896; foi promovido a 2º tenente em 10 de abril de 1907; a 1º tenente em 26 de outubro de 1911; a capitão em 21 de dezembro de 1917; a major em 09 de fevereiro de 1923 e a tenente-coronel em 27 de março de 1926 e a coronel em 18 de outubro de 1928. Era bacharel em Matemática e Ciências Físicas. Era também engenheiro militar. Em 1932 participou da Revolução Constitucionalista, sendo reformado ao terminar o movimento. Faleceu em 01 de maio de 1935.

*Obs: Histórico alterado em 04/06/2018, novo texto de autoria de Luís Soares de Camargo.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 3.768

1949-06-17

Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979. - Denomina o logradouro como Rua Coronel Palimércio de Resende. Decreto nº 40.641, de 18 de maio de 2001. - Retifica o Decreto nº 15.635 - Rua Coronel Palimércio de Rezende. Processo adm nº 1999-0.212.097-0.

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