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Rua Dias Moréia

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua 12

Bairro: Jd. Sto. André

Distrito: São Mateus

Subprefeitura: São Mateus

Localização: Começa na Avenida dos Sertanistas. e termina na Rua Jerônimo Alves.

História da rua

Belchior Dias Moreia foi sertanista baiano, filho de Vicente Dias, português e de sua mulher Genebra Álvares, filha do Caramuru. Entre 1587 e 1590, tomou parte na conquista do Sergipe, com Cristóvão de Barros e depois estabeleceu-se à margem do Rio Real, com fazendas de criação. Seduzido pelas notícias da expedição de Gabriel Soares de Sousa, em 1591, que lhe foram transmitidas por Marcos Ferreira, mineiro da diligência e dos poucos que escaparam à mortandade então havida na mesma, resolveu fazer por conta própria uma entrada, em busca de ouro e prata e no ano de 1595, afundou na diretriz indicada do Paraguaçu, pervagando durante oito anos pelos sertões, sem dar notícias de si e só regressando em 1603, cercado de um grande mistério, dizendo que havia descoberto umas minas com mais prata que Biscaia tinha de ferro. Com esse segredo seguiu em 1608 para Madri, a fim de propor a revelação do local dessas minas, mas ali andou inutilmente fazendo requerimentos, regressando à Bahia em 1612. Sem desanimar, fez uma segunda viagem à corte, mas nada conseguiu em dois anos que lá permaneceu. Em 1617, no governo de D. Luís de Sousa, com promessa de mercês da corte que não o satisfaziam, acompanhado de vários sertanistas, inclusive Martim Correia de Sá, entrou na diretriz Itabaiana, a fim de revelar as minas de prata. Andou desatinadamente por aqueles ermos e D. Luís de Sousa, convencido de que Belchior Dias Moreia nada revelaria, mandou prendê-lo mediante um auto que foi lavrado em 28 de agosto de 1619 e que teve a aprovação da corte em 20 de março de 1620. Solto algum tempo depois, retirou-se para sua fazenda do Rio Real e dali não mais saiu, até falecer bastante idoso, em 1622. Deixou instituído em suas terras um morgado, origem de seculares pleitos com a Casa da Torre.

 

Fonte: FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil. São Paulo: Comissão do IV Centenário da cidade de São Paulo, Serviço de Comemorações Culturais, 1954.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

PORTARIA nº 173

1977-04-29

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