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Rua Domingos de Morais

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Distrito: Saúde

Subprefeitura: Vila Mariana

Localização: Começa na Rua Stela, e termina na Rua Luiz Goes. B. Vila Mariana. DP. Saúde-Vila Mariana.

História da rua

As origens desta rua remontam ao século XVII, ocasião em que se abriu uma trilha, ou estrada, que fazia a comunicação da então Vila de São Paulo com a Freguesia de Santo Amaro. No século XVIII, e após a realização de alguns melhoramentos, a estrada ficou conhecida como “caminho do carro de Santo Amaro” que começava no bairro da Liberdade e seguia pela atual Rua Vergueiro até o cruzamento com as Ruas Correia Dias e Estela, onde tomava levemente o rumo à direita, seguindo pelo leito da atual Rua Domingos de Morais até a Rua Luis Góis onde novamente dobrava à direita até atingir Santo Amaro. Em 1886, esse mesmo trecho foi utilizado para o assentamento dos trilhos da Cia. Carris de Ferro de Santo Amaro (linha de bondes) que somente seria desativado em 1968. Em março de 1896 os moradores da Vila Mariana elaboraram um abaixo dirigido à Câmara Municipal solicitando que esta rua fosse denominada como Dr. Domingos de Moraes em atenção aos bons serviços prestados ao município pelo Dr. Domingos Correa de Moraes. Após análise, os moradores foram atendidos.

Domingos Corrêa de Morais, nasceu na cidade de Tietê, em 12 de maio de 1851, filho de Joaquim Correa de Moraes e de d. Tereza de Almeida Campos Melo. Logo depois de concluídos seu estudo de humanidades seguiu para os EUA onde se formou, em 1877, em engenharia civil pela Universidade de Cornell, da cidade de Ithaca. Regressando à São Paulo iniciou suas atividades na Companhia Cantareira de Esgotos, executando então os serviços de abastecimento de água da capital desde seu início e até 1883. Nessa mesma época, iniciou sua carreira política ao aliar-se aos republicanos. Após longa viagem pela Europa e Estados Unidos, foi diretor e depois presidente da Companhia de bondes de São Paulo, onde atuou até 1887, quando foi eleito vereador à Câmara de São Paulo. Por essa época assumiu ainda a diretoria da Cia Paulista de Vias Férreas. Ainda como membro do Partido Republicano, e após a Proclamação da República, foi eleito deputado federal em duas legislaturas, senador estadual em 1897, e vice-presidente do Estado. Por ocasião da Revolta Federalista ocorrida no Rio Grande do Sul em 1892/1893, fez parte da comissão organizadora dos voluntários paulistas que seguiram para a fronteira do Estado de São Paulo. Foi um dos promotores do célebre Manifesto contrário ao Marechal Deodoro da Fonseca, o qual se atribui a deposição do presidente em 23 de novembro de 1891. Foi vice-presidente do Estado de São Paulo. Retirando-se da política, dedicou-se a agricultura em Batatais. Domingos de Morais casou-se em 1882 com d. Carolina de Souza Queiroz, ela filha do Barão de Limeira, e teve os filhos: Vicentina de Queiroz Moraes, Ademar Correa de Moraes, Gisela Queiroz de Moraes, Fernão Correia de Moraes e Domingos Queiroz de Moraes. Faleceu em São Paulo no dia 15 de dezembro de 1917 e foi sepultado no cemitério da Consolação.


Saiba mais no final da página em "Memorabilia"

Observações históricas

Domingos Corrêa de Morais, nasceu na cidade de Tietê, em 12 de maio de 1851. Formou-se em 1877, em engenharia civil pela Universidade de Cornell, da cidade de Ithaca, nos Estados Unidos. Regressando à São Paulo iniciou suas atividades na Companhia Cantareira de Esgotos. Como engenheiro dessa empresa trabalhou até 1883. Após longa viagem pela Europa e Estados Unidos, foi presidente da Companhia de bondes de São Paulo. Com a proclamação da República, inicia a sua carreira política, exercendo os seguintes cargos: vereador da Capital, membro do Partido Republicano, deputado em duas legislaturas, senador estadual e vice-presidente do Estado. Pela Revolta da Armada, em 1892, prestou relevantes serviços a São Paulo. Foi um dos promotores do célebre Manifesto contrário ao Marechal Deodoro da Fonseca, o qual se atribui a deposição do presidente em 23 de novembro de 1891. Retirando-se da política, dedicou-se a agricultura em Batatais. Faleceu em São Paulo - Capital, em 15 de dezembro de 1917.

Logradouro oficializado através do ATO nº 972, de 24 de agosto de 1916.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 972

1916-08-24

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