Sobre o logradouro
Distrito: Cambuci
Subprefeitura: Sé
Localização: Começa na Avenida Lacerda Franco e termina na Rua Mariz e Barros - B. Vl. Deodoro.
História da rua
Herculano Marcos Inglês de Sousa, pseudônimo: Luís Dolzâni, nasceu em Óbidos, Pará, no dia 28 de dezembro de 1853. Com 11 anos de idade, partiu para o Maranhão, onde foi frequentou o colégio de Sotero dos Reis, como interno, para completar os primeiros estudos iniciados no Pará. Depois, foi para o Rio de Janeiro, onde fez seus estudos preparatórios no Colégio Perseverança. Matriculou-se depois, na Faculdade de Direito do Recife, em 1872, cursou até o 4º ano, fazendo o último em São Paulo, onde recebeu o grau de bacharel em 1876. Depois de formado, continuou residindo em São Paulo, onde se dedicou à advocacia, fez jornalismo e publicou, sob o pseudônimo de Luís Dolzâni, quatro romances. Ainda estudante, cultivava a literatura, já era dado a imprensa, sendo secretário da redação do orgão liberal "A Tribuna", de São Paulo. Depois ingressou no Partido Liberal e, em Santos fundou o "Diário de Santos" e a "Tribuna Liberal". Tinha 28 anos incompletos, quando foi nomeado governador de Sergipe, numa época em que o Partido Liberal estava dividido, os ânimos muito exaltados e a guarnição revoltada. Tomou posse, pacificou o ambiente, prendendo a guarnição que remeteu para a Bahia. Recebeu como recompensa o oficialato da Ordem da Rosa. Mudando-se para o Rio de Janeiro onde não conhecia ninguém, somente em rodas literárias possuía algum renome. Abriu escritório de advocacia e, durante três anos, lutou e venceu. Sua reputação de bom advogado correu mundo. Foi catedrático de Direito Comercial da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Tendo se ausentado do Pará, aos 11 anos de idade, só voltou aos 21 para passar as férias e, todavia, em seus livros, descreveu a natureza e a vida amazônica, principalmente em "O Missionário", com grande exatidão, como se lá tivesse sempre vivido. Mas, foi apenas o que viu quando criança e que lhe ficou gravado para sempre. Por ocasião da fundação da Academia Brasileira de Letras, foi eleito como primeiro tesoureiro daquela nova organização; onde ficou por onze anos, só deixando o posto por seus muitos afazeres de advogado. Foi o fundador da cadeira nº 28, daquela Academia, cujo patrono era Manuel Antonio de Almeida. Governou a província do Espírito Santo, deixando ali uma reforma do ensino elementar. Foi eleito deputado federal por sua terra natal. Estava já enfermo, mas assim mesmo exerceu o cargo de diretor proprietário do "Diário de Santos", da "Revista Nacional de Ciências e Letras" e com Antonio Carlos, instalou, em São Paulo, a Secretaria do Tribunal da Relação da mesma província. Fundou ainda o Banco de Melhoramentos e a Companhia Agrícola, Industrial e Colonizadora de São Paulo. Bibliografia: "O Cacaulista", Santos, 1876; "História de um Pescador", Santos, 1876; "O Coronel Sangrado", São Paulo, 1877; "Reforma e Regulamento da Instrução Pública", Sergipe, 1881; "O Missionário", Santos, 1891; "Contos Amazônicos", Rio de Janeiro, 1893; "Títulos ao Portador no Direito Brasileiro", Rio de Janeiro, 1898; "Projeto de Código Comercial", Rio de Janeiro, 1912, e "Projeto de Direito Privado", 1903. Dentre os seus empreendimentos como empresário, destaca-se sua atuação na Cia. Paulista de Transportes, constituída em agosto de 1890, que adquiriu uma grande área remanescente da antiga Chácara da Glória e que depois de arruada, recebeu o nome de Vila Deodoro ou Cidade Deodoro. Dentre os logradouros que foram abertos naquela época, estava a atual Rua Doutor Dolzani, que recebeu esta denominação em homenagem ao empreendedor. Inglês de Souza faleceu no Rio de Janeiro no dia 06/09/1918 e foi sepultado no cemitério de São João Batista daquela cidade. Veja também a Rua Inglês de Souza.
Observações históricas
Herculano Marcos Inglês de Sousa, pseudônimo: Luís Dolzâni, nasceu em Óbidos, Pará, no dia 28 de dezembro de 1853. Com 11 anos de idade, partiu para o Maranhão, onde foi internado no colégio de Sotero dos Reis, para completar os primeiros estudos iniciados no Pará. Depois, foi para o Rio de Janeiro, onde fez seus estudos preparatórios no Colégio Perseverança. Matriculou-se depois, na Faculdade de Direito do Recife, em 1872, cursou até o 4º ano, fazendo o último em São Paulo, onde recebeu o grau de bacharel em 1876. Depois de formado, continuou residindo em São Paulo, onde se dedicou à advocacia, fez jornalismo e publicou, sob o pseudônimo de Luís Dolzâni, quatro romances. Ainda estudante, cultivava a literatura, já era dado a imprensa, sendo secretário da redação do orgão liberal "A Tribuna", de São Paulo. Depois ingressou no Partido Liberal e, em Santos fundou o "Diário de Santos" e a "Tribuna Liberal". Tinha 28 anos incompletos, quando foi nomeado governador de Sergipe, quando o Partido Liberal estava dividido, os ânimos muito exaltados e a guarnição revoltada. Tomou posse, pacificou o ambiente, prendendo a guarnição que remeteu para a Bahia. Recebeu como recompensa o oficialato da Ordem da Rosa. Mudando-se para o Rio de Janeiro onde não conhecia ninguém, somente em rodas literárias possuia algum renome. Abriu escritório de advocacia e, durante três anos, lutou como um mouro, mas venceu. Sua reputação de bom advogado correu mundo. Foi catedrático de Direito Comercial da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Tendo se ausentado do Pará, aos 11 anos de idade, só voltou aos 21 para passar as férias e, todavia, em seus livros, descreveu a natureza e a vida amazônica, principalmente em "O Missionário", com grande exatidão, como se lá tivesse sempre vivido. Mas, foi apenas o que viu quando criança e que lhe ficou gravado para sempre. Por ocasião da fundação da Academia Brasileira de Letras, foi eleito como primeiro tesoureiro daquela nova organização; onde ficou por onze anos, só deixando o posto por seus muitos afazeres de advogado. Foi o fundador da cadeira nº 28, daquela Academia, cujo patrono era Manuel Antonio de Almeida. Governou a província do Espírito Santo, deixando ali uma reforma do ensino elementar. Foi eleito deputado federal por sua terra natal. Estava já enfermo, mas assim mesmo exerceu o cargo de diretor proprietário do "Diário de Santos", da "Revista Nacional de Ciências e Letras" e com Antonio Carlos, instalou, em São Paulo, a Secretaria do Tribunal da Relação da mesma província. Fundou ainda o Banco de Melhoramentos e a Companhia Agrícola, Industrial e Colonizadora de São Paulo. Bibliografia: "O Cacaulista", Santos, 1876; "História de um Pescador", Santos, 1876; "O Coronel Sangrado", São Paulo, 1877; "Reforma e Regulamento da Instrução Pública", Sergipe, 1881; "O Missionário", Santos, 1891; "Contos Amazônicos", Rio de Janeiro, 1893; "Títulos ao Portador no Direito Brasileiro", Rio de Janeiro, 1898; "Projeto de Código Comercial", Rio de Janeiro, 1912, e "Projeto de Direito Privado", 1903. Aos 14 anos, quando internado no Colégio Perseverança, no Rio de Janeiro, o diretor um belo dia confiscou-lhe as obras Completas de Herculano Marcos Inglês de Sousa. Havia um romance - "Filipe de Monfort", um drama - "A Justiça de Deus"; um poema herói - cômico - "Os Lopiadas", alusivo aos paraguaios; e uma caderno de poesias líricas e heróicas. Faleceu no Rio de Janeiro em 6 de setembro de 1918. Veja também: Rua Inglês de Souza.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
