Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua 4
Bairro: V. Azevedo
Distrito: Tatuapé
Subprefeitura: Mooca
Localização: Começa na Rua Melo Freire, e termina na Rua Tijuco Preto.
História da rua
José Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de São Leopoldo, nasceu na cidade de Santos em 9 de maio de 1774. Em Coimbra obteve o grau de bacharel no ano de 1798. Estudou Direito Canônico, mas não seguiu a carreira eclesiástica, pois sentia séria vocação para a magistratura. Exerceu durante três anos a sua profissão em Lisboa. Em 1801 foi nomeado juiz das Alfândegas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, alfândegas essas que ele criou. Em 1804 conseguiu a criação da Alfândega de Porto Alegre. Instituída a Junta da Fazenda, foi nomeado procurador da Coroa, servindo ao mesmo tempo de juiz conservador dos contratos do quinto e do dízimo e inspetor do papel selado. Em 1821 foi designado para o lugar de deputado da Corte Portuguesa, como representante do Rio Grande e de São Paulo. Feita a Independência do Brasil, foi eleito deputado da Assembleia Constituinte por ambas as províncias, tendo optado, porém, pela de São Paulo. Em seguida voltou ao Rio Grande como seu primeiro presidente. Fundou a colônia de São Leopoldo, foi o primeiro provedor da Casa de Caridade de Porto Alegre, e organizou a primeira tipografia que houve na província. Foi também um dos fundadores do Instituto Histórico Brasileiro e seu primeiro presidente. Dentre as suas obras destaca-se "Anais da Província de São Pedro", em 2 volumes. Faleceu em Porto Alegre no dia 6 de junho de 1847.
Nome oficializado pelo Ato nº: 2.882 de 31 de janeiro de 1928.
Observações históricas
Texto anterior:
José Feliciano Fernandes Pinheiro, visconde de São Leopoldo, nasceu em Santos em 09 de maio de 1774. Desde muito jovem revelou-se um apaixonado pelos estudos, seguiu para Coimbra, onde obteve o grau de bacharel em 1798, com 24 anos apenas. Estudou Direito Canônico, mas não seguiu a carreira eclesiástica, pois sentia séria vocação para a magistratura. Exerceu durante três anos a sua profissão em Lisboa, sendo em 1801 graças a proteção de seu parente Diogo de Toledo Lara e Ordonhes, nomeado juiz das Alfândegas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, alfândegas essas que ele criou. Somente em 1804 conseguiu a criação da Alfândega de Porto Alegre. Instituiuda também a Junta da Fazenda, foi nomeado procurador da Coroa, servindo ao mesmo tempo de juiz conservador dos contratos do quinto e do dízimo e inspetor do papel selado. Governava o Rio Grande do Sul o chefe de esquadra José da Silva Gama, depois barão de Bagé, a quem se ligou por sincera amizade. Fernandes Pinheiro, pela sua ilustração e tato administrativo, tornou-se naturalmente um conselheiro do barão de Bagé. A sua fama de homem íntegro e prudente fez com que o sucessor do barão de Bagé, D. Diogo de Souza, o indicasse para auditor geral das tropas pacificadoras na campanha de 1811-12. No exercício dessa função teve oportunidade de conhecer grandes zonas do Rio Grande e de colher inúmeros documentos para a sua conhecida obra: "Anais da Província de São Pedro". Em 1821 conhecido já como um dos mais ilustres varões do Rio Grande do Sul, foi designado para o lugar de deputado da Corte Portuguesa, como representante do Rio Grande e de São Paulo. Nesse espinhoso cargo agiu com elevação e de acordo com suas idéias. Sofreu críticas severas, não lhe perdoaram a atitude assumida na Corte. Feita a Independência do Brasil, foi eleito deputado da Assembléia Constituinte por ambas as províncias, tendo optado, porém, pela de São Paulo. Ainda mais uma vez teve de suportar várias contrariedades. Em seguida voltou ao Rio Grande como seu primeiro presidente. Aí desenvolveu um programa brilhantíssimo. Fundou a colônia de São Leopoldo, foi o primeiro provedor da Casa de Caridade de Porto Alegre, e organizou a primeira tipografia que houve na província. Foi também um dos fundadores do Instituto Histórico Brasileiro e seu primeiro presidente. Dentre as suas obras destaca-se "Anais da Província de São Pedro", em 2 volumes. Faleceu em Porto Alegre no dia 6 de junho de 1847.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 2.882
1928-01-31
