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Rua General Isidoro Dias Lopes

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua 1.

Bairro: V. Amália

Distrito: Cachoeirinha

Subprefeitura: Casa Verde / Limão / Cachoeirinha

Localização: Começa na Rua Gen. Isidoro Dias Lopes e termina na Rua Índio Peri. Jardim Ferreira. (Referência: Planta AU/02/2546/82 de CASE).

História da rua

Isidoro Dias Lopes nasceu em Dom Pedrito (RS), no dia 30 de junho de 1865. Militar, entrou para o Exército como voluntário em 1883, fixando-se no 13º Batalhão de Infantaria, sediado em Porto Alegre. Propagandista da República apoiou o movimento que pôs fim ao Império. Em 1893, abandonou o Exército para participar da Revolução Federalista, desencadeada no Rio Grande do Sul contra o governo de Floriano Peixoto. Com a derrota dos federalistas, partiu para o exílio em Paris, em 1895. De volta ao Brasil, retornou ao Exército e estabeleceu-se no Rio de Janeiro, dando seguimento à sua carreira militar. Em 1923, já como general reformado e residindo em São Paulo, deu início às articulações contra o governo de Artur Bernardes. No ano seguinte, escolhido pelos conspiradores como o líder do movimento, viajou pelos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul estabelecendo contatos nos meios militares e elaborou, junto com Joaquim Távora, um plano de ocupação da capital paulista. Após sucessivos adiamentos, o levante foi finalmente deflagrado no dia 5 de julho de 1924. O presidente do estado, Carlos de Campos, abandonou a cidade, que passou ao controle dos rebeldes. Tropas leais ao governo federal sitiaram, então, a capital paulista, que passou a sofrer violentos bombardeios que atingiram a população civil. No final de julho, Isidoro ordenou a retirada dos rebeldes e reuniu suas forças comas as tropas de Luís Carlos Prestes. Da junção dos dois grupos nasceu a Coluna Prestes, que durante cerca de dois anos percorreu o interior do Brasil em campanha contra o governo de Artur Bernardes. Isidoro mantinha grande prestígio entre seus liderados, que, nessa ocasião lhe deram o título de "marechal da revolução". Em 1930, com a derrota eleitoral da Aliança Liberal, coligação oposicionista que havia lançado o nome de Getúlio Vargas para concorrer à sucessão do presidente Washington Luís, a questão da derrubada do governo federal pelas armas voltou à ordem do dia e Isidoro declarou, então, apoio ao movimento. Com a deflagração do movimento, no mês de outubro, dirigiu-se a São Paulo para assumir o comando da 2ª RM em nome dos revolucionários. Logo nos primeiros meses do novo governo, porém, começou a se indispor com Vargas em torno da questão do comando político do estado de São Paulo. Em 1931 foi substituído do comando da 2ª RM por Góes Monteiro e recusou convite de Vargas para assumir a interventoria federal no Estado do Rio. Passou a defender, então, a volta do país ao regime constitucional, participando das articulações da Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo. Assumiu posição de destaque nesse movimento e acabou deportado para Portugal após a sua derrota. Voltou ao país em 1934, anistiado. Em 1937, já afastado das disputas políticas, criticou o golpe de Vargas que instaurou a ditadura do Estado Novo. Faleceu no Rio de Janeiro a 27 de maio de 1949.

Fonte: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/biografias/isidoro_dias_lopes

Observações históricas

Isidoro Dias Lopes, nasceu no Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1863, ingressou no exército aos 20 anos de idade. Em 1917, chegou ao posto de Coronel, após sucessivas promoções. Em 5 de Julho de 1924 em São Paulo, inicia-se o movimento revolucionário que visava uma radical transformação no governo, e que influênciaria vida republicana. Faleceu em São Paulo no dia 27 de maio de 1949.

 

*Obs: novo histórico em 19/06/2018. Texto de Luis Soares de Camargo.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 4.751

1960-06-27

Decreto 18.535, de 3 de janeiro de 1983 - altera dados técnicos.

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