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Rua Gilda de Abreu

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Avenida Luiz Antônio de Paiva

Distrito: Guaianases

Subprefeitura: Guaianases

Localização: Começa a cerca de 68,00m além da Avenida Imperial do Município de Ferraz de Vasconcelos e termina aproximadamente 270,00m após o seu início, ambos em divisa municipal de Ferraz de Vasconcelos e de São Paulo.

História da rua

Gilda de Abreu nasceu na França em 23 de setembro de 1904. Diretora, roteirista, cantora, atriz e escritora. Filha de médico diplomata e de cantora lírica, Gilda nasce na Europa onde seus pais estavam radicados. Chega ao Rio de Janeiro com quatro anos de idade. Começando seus estudos com a própria mãe, forma-se em seguida no Instituto Nacional de Música. Segue carreira como cantora, apresentando-se em festas e eventos beneficentes, além de participar com frequência de óperas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1933, estreia no Teatro Recreio a opereta A Canção Brasileira, grande sucesso popular. É neste espetáculo que ela divide o palco pela primeira vez com o tenor Vicente Celestino (1894-1968), com quem se casa cinco meses após a estreia. A partir deste trabalho ganha fama, e meses depois é convidada por Adhemar Gonzaga (1901-1978), proprietário da Cinédia, para protagonizar o filme Bonequinha de Seda (1936), dirigido por Oduvaldo Vianna (1892-1972). Eleita rainha das atrizes no carnaval de 1937, ela volta então a se dedicar ao teatro musicado, dirigindo e escrevendo peças que tem seu marido como astro. Uma dessas peças, O Ébrio, baseada na famosa canção de Celestino, alcança tamanha acolhida do público que a Cinédia decide realizar uma versão para o cinema, tendo Gilda como diretora. O filme, de 1946, torna-se rapidamente uma sensação nas bilheterias. Seguem-se mais dois filmes, Um Pinguinho de Gente (1949) e Coração Materno (1951), porém sem o mesmo sucesso. Gilda se afasta então do cinema após escrever o roteiro para o filme Chico Viola não Morreu (1955). Decidida a abraçar de vez o ofício de escritora, obtém certa repercussão como autora de radionovelas. Um de seus mais famosos romances, Mestiça (1944), é adaptado para as telas em 1973. Em 1977, realiza uma última experiência no cinema, o documentário de curta-metragem Canção de Amor, homenagem póstuma a Vicente. Faleceu no Rio de Janeiro, em 4 de junho de 1979.

GILDA de Abreu. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa274980/gilda-de-abreu>. Acesso em: 02 de Mar. 2021. Verbete da Enciclopédia.

Nome oficializado pelo Decreto nº 60.073, de 10 de fevereiro de 2021.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

DECRETO nº 60.073

2021-02-10

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