Sobre o logradouro
Nome anterior: Logradouro formado pelas ruas 8, C e praça de retorno 8.
Distrito: Jaguaré
Subprefeitura: Lapa
Localização: Começa na Avenida General Mac Arthur, entre a faixa da linha de transmissão de energia elétrica e a Rua 7 e termina aproximadamente 205 metros além do seu início, na divisa do arruamento.
História da rua
No processo de denominação da rua em questão, foi verificado que sua oficialização ocorreu na gestão do prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, por meio das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto-Lei Complementar Estadual n° 9 de 31 de dezembro de 1969, o qual destaca no art. 39, item XIX dar denominação a próprios, vias e logradouros públicos. Neste documento, na biografia de Henning Boilesen não há referência de fonte a respeito das informações citadas, tendo sido transcrito pela encarregada de História e Paleografia do Arquivo Histórico no período, os seguintes dizeres:
"O Sr. Henning Albert Boilesen, presidente da Companhia Ultragaz, nasceu em 14 de fevereiro de 1916. Era brasileiro por adoção, e disso dava testemunho público e constante. Em março de 1963, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a concessão do título de Cidadão Paulistano ao brasileiro nascido em Copenhague, Dinamarca. Cumprindo um costume da Dinamarca, logo após de formado em Administração de Empresas e Contabilidade Industrial, foi enviado pela família a um país estrangeiro. Chegou ao Brasil em 1939, e até 1959 trabalhou em contabilidade na Firestone, passou depois a diretor administrativo e de vendas da Dunlope. Em 1952 entrou para a Companhia Ultragaz, como assistente da presidência; em 1953 foi diretor; em 1954, diretor controlador geral; 1955, diretor geral de vendas da Ultragaz; 1959, vice-presidente administrativo, 1962, vice-presidente de operações da Ultragaz e a partir de 1967 foi presidente da Ultragaz. Exerceu ainda o cargo de presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Gás Liquefeito Petrobras, presidente do Conselho Nacional do Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e Social e diretor da Federação das Indústrias. Em 1965 foi eleito Homem de Relações Públicas do ano pela Associação Executiva de Relações Públicas. Faleceu na Capital Paulista em 15 de abril de 1971".
Há, todavia, outras informações veiculadas na mídia a respeito de Henning Albert Boilesen. Consiste em sua participação na Oban - Operação Bandeirantes, aparato do estado criado em 1969 com intuito de auxiliar as forças de segurança pública nos meios de repressão durante a Ditadura Militar e que serviu, mais adiante, de modelo ao DOI-CODI - Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna, onde presos eram submetidos a práticas de interrogatório sob um regime de tortura. A Oban funcionou através do auxílio de empresários, dentre os quais Henning Boilesen, que é citado como, se não o maior colaborador, ao menos uma figura de grande destaque nas relações políticas que se firmaram entre os empresários paulistas e o exército brasileiro. Divulga-se como um de seus apoios à Oban, a concessão de veículos nas operações de captura de pessoas consideradas subversivas juntamente com a suposta compra no exterior de um aparelho que serviu para auxiliar nas práticas de tortura. É possível encontrar ainda em diferentes fontes escritas, informações que sugerem que Henning Boilesen esteve presente em algumas sessões de tortura. Em 15 de abril de 1971, Henning Boilesen foi assassinado, vítima de um atentado liderado por militantes de duas organizações de luta armada contra a Ditadura a MRT - Movimento Revolucionário Tiradentes e a ANL - Ação Nacional Libertadora.
OBS: No acervo da Câmara Municipal de São Paulo consta o Processo nº 600 de 1971, com a Indicação nº 129, de 16 de abril de 1971, em que o vereador Vicente de Almeida sugere ao Prefeito o nome Henning Boilesen para ser aplicado a uma das ruas da Capital.
Observações históricas
Texto anterior:
No processo de denominação da rua em questão, foi verificado que sua oficialização ocorreu na gestão do prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, por meio das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto-Lei Complementar Estadual n° 9 de 31 de dezembro de 1969, o qual destaca no art. 39, item XIX dar denominação a próprios, vias e logradouros públicos. Neste documento, na biografia de Henning Boilesen não há referência de fonte a respeito das informações citadas, tendo sido transcrito pela encarregada de História e Paleografia do Arquivo Histórico no período, os seguintes dizeres:
"O Sr. Henning Albert Boilesen, presidente da Companhia Ultragaz, nasceu em 14 de fevereiro de 1916. Era brasileiro por adoção, e disso dava testemunho público e constante. Em março de 1963, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a concessão do título de Cidadão Paulistano ao brasileiro nascido em Copenhague, Dinamarca. Cumprindo um costume da Dinamarca, logo após de formado em Administração de Empresas e Contabilidade Industrial, foi enviado pela família a um país estrangeiro. Chegou ao Brasil em 1939, e até 1959 trabalhou em contabilidade na Firestone, passou depois a diretor administrativo e de vendas da Dunlope. Em 1952 entrou para a Companhia Ultragaz, como assistente da presidência; em 1953 foi diretor; em 1954, diretor controlador geral; 1955, diretor geral de vendas da Ultragaz; 1959, vice-presidente administrativo, 1962, vice-presidente de operações da Ultragaz e a partir de 1967 foi presidente da Ultragaz. Exerceu ainda o cargo de presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Gás Liquefeito Petrobras, presidente do Conselho Nacional do Movimento Universitário de Desenvolvimento Econômico e Social e diretor da Federação das Indústrias. Em 1965 foi eleito Homem de Relações Públicas do ano pela Associação Executiva de Relações Públicas. Faleceu na Capital Paulista em 15 de abril de 1971". Há, todavia, outras informações veiculadas na mídia a respeito de Henning Albert Boilesen. Consiste em sua participação na Oban - Operação Bandeirantes, aparato do estado criado em 1969 com intuito de auxiliar as forças de segurança pública nos meios de repressão durante a Ditadura Militar e que serviu, mais adiante, de modelo ao DOI-CODI - Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna, onde presos eram submetidos a práticas de interrogatório sob um regime de tortura. A Oban funcionou através do auxilio de empresários, dentre os quais Henning Boilesen, que é citado como, se não o maior colaborador, ao menos uma figura de grande destaque nas relações políticas que se firmaram entre os empresários paulistas e o exército brasileiro. Divulga-se como um de seus apoios à Oban, a concessão de veículos nas operações de captura de pessoas consideradas subversivas juntamente com a suposta compra no exterior de um aparelho que serviu para auxiliar nas práticas de tortura. É possível encontrar ainda em diferentes fontes escritas, informações que sugerem que Henning Boilesen esteve presente em algumas sessões de tortura. Em 15 de abril de 1971, Henning Boilesen foi assassinado, vítima de um atentado liderado por militantes de duas organizações de luta armada contra a Ditadura a MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes) e a ANL (Ação Nacional Libertadora).
OBS: No acervo da Câmara Municipal de São Paulo consta o Processo nº 600 de 1971, com a Indicação nº 129 de 16/04/1971, em que o vereador Vicente de Almeida sugere ao Prefeito o nome Henning Boilesen para ser aplicado a uma das ruas da Capital.
Para a elaboração do texto final, foi realizada a consulta nas fontes abaixo citadas.
MELO, J. Boilesen, um empresário da ditadura: a questão do apoio do empresariado paulista à Oban/Operação Bandeirante, 1969- 1971. 2012. 138f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de História, Rio de Janeiro. 2012. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/td/1552.pdf
ARGOLO, José; FORTUNATO, Luis Alberto Machado.Dos quartéis á espionagem: caminhos e desvios do poder militar.Rio de Janeiro: Mauad Editora Ltda, 2004,247 p. Visualização parcial em: http://books.google.com.br
SPHOR, M. A relação empresarial- militar entre Brasil e Estados Unidos no golpe de 1964. Militares e Política, Rio de Janeiro, n° 9, p 52- 63, jul/dez. 2011. Disponível em: http://www.lemp.ifcs.ufrj.br/revista/
OLIVEIRA. S. O grupo (de esquerda) de Osasco, movimento estudantil, sindicato e guerrilha (1966- 1971). 2011. 355p. Dissertação (Programa de Pós- Graduação em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo. 2011. Disponível em: http://www.teses.usp.br
Acesso aos sites em: 13/05/2013
Nome oficializado pelo Decreto n° 12.259, de 25 de setembro de 1975
Nome anterior: Logradouro formado pela rua 8, pela praça de retorno 8, Vila Graziela e rua C.
Legislação anterior: Decreto nº 10.437, de 03 de abril de 1973
Processo anterior: Processo nº 45.172/77
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 10.437
1973-04-03
Lei 5.969, de 27 de abril de 1962 - oficialização do leito. Decreto 10.437, de 03 de abril de 1973 - denominação. Decreto 12.259, de 25 de setembro de 1975 - altera a descrição da localização. Decreto 18.076, de 15 de julho de 1982 - confirma a mesma denominação.
