Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua Paraiso
Distrito: Santa Cecília
Subprefeitura: Sé
Localização: Começa no Largo do Arouche e termina na Avenida Angélica.
História da rua
Na segunda metade do século XIX, o bairro de Vila Buarque era uma extensa área conhecida como “Chácara Rego Freitas”, pertencente ao Dr. Antonio Pinto do Rego Freitas (veja Rua Rego Freitas). Essa mesma chácara, depois de regularizada e arruada, deu origem à Vila Buarque, nome este que homenageou o presidente da empresa loteadora. Em agosto do mesmo ano os lotes já estavam sendo vendidos. E dentre as várias ruas abertas no novo bairro, estava a Rua Jaguaribe, uma homenagem ao Doutor Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, que também era proprietário de terrenos no Largo do Arouche. O Dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, nasceu em Fortaleza (CE) aos em 02/11/1848, filho de Domingos José Nogueira Jaguaribe, Visconde de Jaguaribe, e de d. Clodes Alexandrina Santiago de Alencar. Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro e iniciou sua carreira como médica em Limeira (SP). Foi o fundador, em São Paulo, do Instituto Psico Fisiológico que levou o seu nome, em maio de 1901, onde prestou serviços humanitários. Dedicou-se ainda a vários estudos históricos, geográficos e de hipnotismo, tendo deixado várias obras como “Clima da Província de São Paulo”, “Algumas palavras sobre a emigração”, “Reflexões sobre a colonização do Brasil”, “Arte de formar homens de bem”, “Os herdeiros de Caramuru” (romance histórico), “Organização do Trabalho”, “O sul de São Paulo”, “Inteligência e Moral do homem”, “Homens e ideias do Brasil”, dentre outras colaborações da imprensa do país e do exterior. Abolicionista e propagandista da República, deixou nome ligado a memoráveis polêmicas. Faleceu em São Paulo em 14 de novembro de 1926 e foi sepultado no cemitério da Consolação, na parte na Irmandade do Carmo.
Observações históricas
Essa denominação lembra a personalidade do Dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe, nascido em Fortaleza, Ceará, em 02 de novembro de 1848. Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. Foi deputado pela sua Província natal na última legislatura do Império e em várias legislaturas provinciais de São Paulo. Aqui residiu durante longos anos, conquistando sólidas amizades e grangeando fama de homem culto e extraordinariamente trabalhador. A ele, juntamente com Antonio Piza e Estevão Leão Bourroul, deve-se a iniciativa da fundação do Instituto Histórico de São Paulo. Ávido de conhecimentos científicos e históricos, deixou também grande número de trabalhos interessantes sobre os mais variados assuntos. Foi o fundador, em São Paulo, do Instituto Psico-fisiológico, em maio de 1901. Faleceu em São Paulo em 14 de novembro de 1926.
Na segunda metade do século XIX, o bairro de Vila Buarque era uma extensa área conhecida como “Chácara Rego Freitas”, pertencente ao Dr. Antonio Pinto do Rego Freitas (veja Rua Rego Freitas). Após o falecimento de Rego Freitas, ocorrido em 1886, seus herdeiros venderam a propriedade para a Empresa de Obras do Brasil, estabelecida no Rio de Janeiro, e que tinha como presidente o empresário Manuel Buarque de Macedo. (ele filho do engenheiro e ministro de mesmo nome, Manuel Buarque de Macedo – veja Rua Buarque de Macedo). A escritura de venda foi lavrada no dia 17/06/1890 ao preço de 900:000$000 Réis. Essa mesma chácara, depois de regularizada e arruada, deu origem à Vila Buarque, nome este que homenageou o presidente da empresa loteadora. Em agosto do mesmo ano os lotes já estavam sendo vendidos. E dentre as várias ruas abertas no novo bairro, estava a Rua Jaguaribe, uma homenagem ao Doutor Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, que também era proprietário de terrenos no Largo do Arouche. O Dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho, nasceu em Fortaleza (CE) aos em 02/11/1848, filho de Domingos José Nogueira Jaguaribe, Visconde de Jaguaribe, e de d. Clodes Alexandrina Santiago de Alencar. Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro e iniciou sua carreira como médica em Limeira (SP). Foi deputado pela sua Província natal na última legislatura do Império e em várias legislaturas pela Província de São Paulo. Aqui residiu durante longos anos, conquistando sólidas amizades e granjeando fama de homem culto e extraordinariamente trabalhador. A ele, juntamente com Antonio Piza e Estevão Leão Bourroul, deve-se a iniciativa da fundação do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Ávido de conhecimentos científicos e históricos deixou também grande número de trabalhos interessantes sobre os mais variados assuntos. Foi o fundador, em São Paulo, do Instituto Psico Fisiológico que levou o seu nome, em maio de 1901, onde prestou serviços humanitários, organizando anexa ao seu estabelecimento uma seção de cura da embriaguês para os mais pobres. Dedicou-se ainda a vários estudos históricos, geográficos e de hipnotismo, tendo deixado várias obras como “Clima da Província de São Paulo”, “Algumas palavras sobre a emigração”, “Reflexões sobre a colonização do Brasil”, “Arte de formar homens de bem”, “Os herdeiros de Caramuru” (romance histórico), “Organização do Trabalho”, “O sul de São Paulo”, “Inteligência e Moral do homem”, “Homens e ideias do Brasil”, dentre outras colaborações da imprensa do país e do exterior. Abolicionista e propagandista da República, deixou nome ligado a memoráveis polêmicas. Era Oficial da ordem da Rosa, sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Foi casado em primeiras núpcias com d. Marcolina Ferraz de Campos, com a qual teve duas filhas: Laura e Flora. Pela segunda vez casou-se com d. Maria Martins e não teve filhos. Faleceu em São Paulo em 14 de novembro de 1926 e foi sepultado no cemitério da Consolação, na parte na Irmandade do Carmo.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979: Institui a lista das denominações oficiais dos logradouros oficiais do município e dá outras providências.
