Sobre o logradouro
Nome anterior: Alameda Pindamonhangaba
Distrito: Mooca
Subprefeitura: Mooca
Localização: Começa na Rua dos Trilhos e termina na Rua Sarapui
História da rua
João Antonio de Oliveira nasceu na cidade de São Paulo, em 03/05/1871. Foi oficial da Força Pública do Estado de São Paulo, popularizado na crônica policial como Tenente Galinha. Tornou-se célebre devido à brutalidade que empregava no combate ao crime no interior do estado no começo do século XX, quando atuou no comando de destacamentos responsáveis pela proteção a propriedades ameaçadas por bandoleiros e ladrões de cavalos.
Entre os vários sinais da brutalidade então empregada estava a prática de decepar a orelha das vítimas e enviá-las para a capital do estado. O poder outorgado ao tenente acabou levando a outras formas de abuso e desrespeito à lei, como estupro, assassinato de ciganos e espancamento de inocentes.
Sua equipe era de soldados escolhidos a dedo, dos quais exigia uma qualidade primordial: não ter medo. Sua fama de homem valente se alastrou de tal forma, que muitos episódios e muitos casos se inventaram e criaram por aí, aureolados de pura lenda, e que, no entanto, passaram à categoria das coisas verídicas.
Oliveira alistou-se na força policial da província em 1888. Desertou duas vezes e era alvo frequente de ações disciplinares, mas apesar disso cumpria a contento as funções a que era designado, tornou-se alferes em 1901, sendo promovido a tenente em 1909.
Galinha sobreviveu a todos os riscos envolvidos nas missões em que participou, apenas para ser assassinado em 1913 em casa e na própria cama pelo amante de sua esposa, Benedita, seu melhor amigo de nome Israel Coimbra Vieira de Barretos, um rapaz que pretendia ingressar na Polícia Civil e que tendo os exames demorado muito mais do que ele imaginara, ficou sem dinheiro e pensou em desistir voltando para sua cidade. O Tenente Galinha, então, permitiu que ele ficasse em sua casa na época a Rua Ana Nery n° 14, na Mooca, que não era longe do Quartel General, onde ele residiu como hospede ao lado do Tenente Israel, sua esposa Benedita e filha.
O crime foi esclarecido pela filha do casal:
Uma filha do casal que não tinha pegado no sono como Benedita e Israel pensavam, ouviu de uma forma perfeita o que eles conversavam a respeito do assassinato do seu pai, combinando inclusive a respeito da divisão do dinheiro recebido em virtude do seguro feito em vida pelo Tenente Galinha.
Assim, o crime ficou devidamente esclarecido, uma vez que a filha do casal foi ao comando da repartição militar a que João Antonio de Oliveira pertencia, relatando ao Coronel tudo o que ouvira naquela noite a respeito dos fatos.
Levada a julgamento, Benedita acabou sendo condenada, mas faleceu logo depois, Israel recebeu uma pena de vinte cinco anos de reclusão, enquanto que “Manquinho”, considerado como coautor do delito, no primeiro júri foi condenado a cumprir vinte anos de cadeia, mas, em segundo julgamento, sua pena foi diminuída para dez anos.
Sobre o apelido “Galinha”:
Segundo consta o apelido “Galinha” deveu-se ao fato de que João Antonio de Oliveira, em sua juventude e junto com colegas, cometia furto de aves, passando as madrugadas degustando as “penosas”. João Antonio de Oliveira faleceu na cidade de São Paulo em 23/04/1913.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
Interessado: Jorge Gomes de Andrade Ato nº 1.392 de 29/12/1919 Nome declarado oficial pela Lei nº 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.
