Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua D, Rua Manuel Porto Alegre
Distrito: Tucuruvi
Subprefeitura: Santana / Tucuruvi
Localização: Começa na Rua Alcindo Bueno de Assis e termina na Rua dos Mártires Armênios.
História da rua
Lavínia de Souza Queiroz Pacheco e Silva nasceu em 2 de agosto de 1902. Fez os seus estudos no Des Oiseaux, ao qual continuou vinculada toda sua vida e onde fez grandes amigas, não só entre as alunas, como entre as irmãs. Casou-se aos 19 anos com o professor A. C. Pacheco e Silva. Logo depois de casada, seu marido foi nomeado diretor do Hospital do Juqueri. Durante 8 anos, viveu junto daquele hospital, colaborando com eficiência e dedicação com o esposo, prestando assistência sobretudo, às crianças ali internadas. Na época em que o Hospital do Juqueri não dispunha de meios de condução, senão a estrada de ferro. Isolou-se da sociedade para não abandonar o esposo, obrigado pelas suas funções, a não se afastar do hospital que dirigia. Assim foi que dois dos seus filhos nasceram na residência do diretor daquela instituição. Mudando-se para São Paulo, continuou a prestar serviços à várias obras de assistência social, tendo sido uma das diretoras da Liga das Senhoras Católicas, ocupou-se particularmente da Escola de Fundação Doméstica e do Dispensário São José. Durante a Revolução de 1932 trabalhou ativamente em vários postos entregues à mulher paulista pelo M.M.D.C., encarregados de assistir a população civil. Acompanhou o marido em numerosas viagens ao estrangeiro, participando de numerosos Congressos Médicos. Fez muitas amizades em vários países, contribuindo para enaltecer o papel da mulher brasileira. Recebeu em sua casa as maiores personalidades da Medicina internacional e suas respectivas esposas, entre as quais fez muitas amigas. Dotada de temperamento astístico, além de pintora e decoradora, realizava com perfeição trabalhos em cerâmica e com agulha. Extremamente humanitária, assistia as pessoas de sua família e os velhos serviçais, que nela encontravam sempre amparo material e moral. Reunia semanalmente amigos e parentes em sua casa, a fim de confecionar roupas para os pobres, assistidos pela oficina Santa Rita de Cassia. As portas de seu lar estavam sempre abertas a todos os que a procuravam. Expirou presidindo a sua mesa, quando recebia alta personalidade francesa com a respectiva esposa; desempenhou até os últimos momentos de sua vida, o seu papel de anfitriã, exemplo de esposa e avó. Encarnou assim, as virtudes excelsas da mulher paulista, digna descendente que foi, das velhas famílias de São Paulo: Souza Queiroz, T. Nogueira, Pompeu de Camargo, Bicudo e Pacheco e Silva. Faleceu em 30 de agosto de 1963.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
DECRETO nº 6.583
1966-08-03
Logradouro declarado oficial pela Lei 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.
