Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua A
Distrito: Vila Mariana
Subprefeitura: Vila Mariana
Localização: Começa na Rua Colonia da Glória e termina na Rua Professor Macedo Soares. B. Vila Maria.
História da rua
Luiz Delfino dos Santos (1834–1910) foi uma figura multifacetada na sociedade brasileira, destacando-se como médico, político e, sobretudo, como poeta no final do século XIX, sendo aclamado como "Príncipe dos Poetas Brasileiros".
Nascido em 25 de agosto de 1834 em Desterro (atual Florianópolis), e falecido no Rio de Janeiro em 31 de janeiro de 1910, era filho de Tomás dos Santos e Delfina Vitorina dos Santos, e irmão do advogado e político José Delfino dos Santos. Após se mudar jovem para o Rio de Janeiro, ele dedicou-se à formação acadêmica, concluindo seus estudos superiores na Academia Imperial de Medicina em 1857.
Sua vida adulta foi marcada pela dedicação simultânea à medicina e à vida literária. Sua incursão na política, no entanto, foi tardia: com mais de 50 anos, elegeu-se senador pelo estado de Santa Catarina, exercendo o mandato de 1891 a 1893.
A sua contribuição para a literatura se deu principalmente através de periódicos da época, onde colaborou assiduamente. Sua estreia ocorreu em 1852, com o poema Órfão do templo em O Beija-flor. Posteriormente, publicou em veículos como a Revista Popular (A Virgem da Floresta e A Abelha), Vida Moderna, A Semana, O Paiz e Revista Brazileira. Um destaque é o soneto “O Forte”, dedicado a Machado de Assis na edição de 28 de fevereiro de 1883 de A Estação: Jornal Illustrado para a Família.
Sua consagração como "Príncipe dos Poetas Brasileiros" ocorreu em 1898, pela revista Vera-Cruz. O estilo de seus poemas, segundo o crítico Péricles Eugênio da Silva Ramos, "ostentam caráter parnasiano", mas com particularidades, sendo plástico e sonoro e, por vezes, apresentando complicações sinestésicas que o aproximam do Simbolismo.
Três de seus livros mais conhecidos foram publicados postumamente: Algas e Musgos (1927), Íntimas e Aspásias (1935) e Imortalidades (1941). O legado de Luiz Delfino é preservado, sendo patrono da cadeira de n. 20 da Academia Catarinense de Letras e tendo sua biografia e obras amplamente documentadas, incluindo o livro Vida de Luiz Delfino (1984), de Ubiratan Machado.
Saiba mais no final da página em "Memorabilia"
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 1.528
1939-01-14
