Sobre o logradouro
Distrito: Consolação
Subprefeitura: Sé
Localização: Começa na Rua Araújo e termina na Rua D. Veridiana. B. Vila Buarque.
História da rua
Na segunda metade do século XIX, o bairro de Vila Buarque era uma extensa área conhecida como “Chácara Rego Freitas”, pertencente ao Dr. Antonio Pinto do Rego Freitas (veja Rua Rego Freitas). Após o falecimento de Rego Freitas, ocorrido em 1886, seus herdeiros venderam a propriedade para a Empresa de Obras do Brasil, estabelecida no Rio de Janeiro, e que tinha como presidente o empresário Manuel Buarque de Macedo. (ele filho do engenheiro e ministro de mesmo nome, Manuel Buarque de Macedo – veja Rua Buarque de Macedo). A escritura de venda foi lavrada no dia 17/06/1890 ao preço de 900:000$000 Réis. Essa mesma chácara, depois de regularizada e arruada, deu origem à Vila Buarque, nome este que homenageou o presidente da empresa loteadora. Em agosto do mesmo ano os lotes já estavam sendo vendidos. E dentre as várias ruas abertas no novo bairro, estava a Rua Major Sertório. O Major Domingos Sertório nasceu em São Paulo no dia 22/05/1824, filho do coronel José Sertório e de d. Elisia Sertório. Na companhia de seu pai e irmãos, foi grande comerciante em São Paulo, com estabelecimento de fazendas, ferragens e armarinhos sob a denominação de Domingos Sertorio & Irmão. Na década de 1850 mantinha um curtume na Rua de São João (atual Av. São João), esquina com o Anhangabaú. Foi também grande proprietário de terras no centro da cidade, inclusive de parte da chamada chácara do Campo Redondo, em 1860, hoje bairro dos Campos Elíseos. Expandindo seus negócios, foi também empresário em Jundiaí e Mogi Mirim. Tendo adquirido grande fortuna, empregou seu capital em diversas empresas. Foi um dos acionistas da Cia Cantareira de Água e Esgotos em 1879, um dos fundadores do Banco da Lavoura na década de 1880, da Cia. Leiteira Paulista, diretor da Cia. Economizadoras de Gás em 1890 e diretor do Banco da Lavoura em 1893. Como político, militou no Partido Conservador, tendo sido eleito para diversos cargos como o de vereador da Câmara de São Paulo, tendo cumprido seu mandato de 1887 a 1890; foi vice-presidente em 1887 e presidente da Câmara de 21/09 a 31/12//1887 e de 07/01 a 31/12/1889. Como filantropo, deixou contribuições para a Santa Casa de Misericórdia, instituição esta da qual fez parte, e para o Asilo dos Expostos, que administrou em 1871. Fez parte da comissão para a construção do momento a José Bonifácio e era ministro da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência. O major Domingos Sertório era irmão do Barão de Sertório, que foi presidente do supremo tribunal federal, de D. Galdina Sertrio, do coronel Joaquim Sertório, cuja coleção particular formou o primeiro núcleo do Museu Paulista, de d. Maria do Carmo Sertório e do coronel José Sertório. O major Sertório não se casou e faleceu em São Paulo no dia 10 de janeiro de 1910, e foi sepultado no cemitério da Consolação, na rua 6, túmulo 11, de acordo com informações do Sr. Eduardo Dias Roxo Nobre.
Observações históricas
Major Domingos Sertorio foi diretor do Banco da Lavoura em 1893 , vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de São Paulo em 1887. Em 1890 foi diretor da Cia.Economizadora de Gás. Faleceu aos 86 anos no dia 10 de outubro de 1910.
(Segundo informações de Eduardo Dias Roxo Nobre, em mensagem postada no dia 10/04/2012, Major Sertório está sepultado no Cemitério da Consolação, rua 6, túmulo 11).
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
