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Rua Major Sucupira

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Particular e Rua F

Bairro: V. Firmiano Pinto

Distrito: Cursino

Subprefeitura: Ipiranga / Sacoma

Localização: Começa na Rua Santa Cruz e termina na Rua Miguel Haddad.

História da rua

Apesar de ter a sua denominação oficializada em 1953 (Lei nº 4.371/53), esta rua foi aberta ainda na primeira metade do século XX e ficou conhecida como "Rua Particular". Em 1943 ela foi "Registrada" na Prefeitura através do processo nº 48.334/43, ocasião em que recebeu o nome de "Rua Major Sucupira", denominação esta sugerida pelo antigo Departamento de Cultura da Prefeitura (atual S.M.C.).

O Major Carolino Bolívar de Araripe Sucupira é um dos heróis da Guerra do Paraguai. Nascido no Ceará a 02 de julho de 1843, Carolino era filho único de d. Carolina Sucupira. A história registra que d. Carolina, viúva, revoltou-se por que seu filho, arrimo de família, estava impedido de servir como voluntário naquele conflito. Inconformada, ela subiu no púlpito do passeio público em Fortaleza e disse que "se o fruto do seu ventre não poderia servir à pátria, para que serviria te-lo vivo e frustrado? Melhor morrer lutando que morrer na vergonha." Além disso, escreveu uma carta ao então Presidente da Província do Ceará (veja a transcrição no final desse histórico). Essa postura foi o bastante para o então praça Carolino Sucupira seguir para a Guerra do Paraguai e se tornar o Major Sucupira, oficial que recebeu as maiores honrarias por bravura, nunca tendo sido ferido em ação, nem deixado de prestar serviços por doença. O Major Carolino foi o comandante do primeiro regimento que chegou aos arredores de Assunção, feito que rendeu elogios registrados na ordem do dia pelo então Marquês de Caxias. Após o conflito, o Major Carolino fixou residência na cidade de Jundiaí, onde ganhou por concurso um cartório. Faleceu em Jundiaí no dia 16 de fevereiro de 1897. Atualmente, ele é nome de rua em Jundiaí, Fortaleza e em São Paulo. Ele é patrono e tem busto no 22º Regimento de Obuses do Exército Brasileiro sediado em Jundiaí.

Carta de Carolina Clarence de Araripe Sucupira, filha de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Ana Triste de Alencar ao Cons. Lafaiete Rodrigues Pereira, Presidente da Província do Ceará. Assunto: Guerra do Paraguai (Voluntário - Oferta) Data: 02 de maio de 1865 - Fonte: Fonte: www.comunidade.alencarina.nom.br/

"Ilmo. e Exmo. Sr.
Quando de todos os lados do Império se oferecem os mais sublimes gestos de abnegação e patriotismo, quando os brasileiros unidos em um só pensamento se disputam a primazia de oferecerem os seus serviços à Pátria ultrajada, quando os donativos opulentos têm celebrizado milhares de patriotas ilustres, cujos nomes a imprensa cotidiana aponta com admiração e respeito, a abaixo-assinada, professora pública da cidade de Crato, vem também, por sua vez, cumprir o grato dever de por no altar da Pátria a sua humilde oferta.

Viúva desfavorecida de bens e de fortuna, cercada de uma numerosa família, não lhe sendo possível concorrer de outro modo para a nobre e santa causa em que acha o país empenhado, vem oferecer a V. Excia., como voluntário da Pátria, seu único filho varão, CAROLINO BOLIVAR DE ARARIPE SUCUPIRA, o qual se alistará oportunamente perante a comissão patriótica dessa cidade.

Fazendo essa pequena oferta, a abaixo-assinada se humilha ante a consideração de seu nenhum valor; se as outras mais vantajosas e opulentas vêm eclipsá-la, contrastando com a singeleza desta, todavia a abaixo-assinada se enobrece, quando considera que a oferta, é verdade, é menor do que desejava, porém maior do que cabia em suas forças, porquanto deu, por assim dizer, tudo o que possuía - deu o que tinha de mais caro neste mundo.

Entretanto, protesta desde já a V. Excia. que, fazendo este penoso sacrifício, nenhuma outra recompensa ambiciona a não ser a de ver por seu filho correspondidas as suas esperanças de mãe, de um modo que, lisonjeando seu orgulho, não desminta a fama e a celebridade do soldado brasileiro.

A abaixo-assinada espera que V. Excia. se dignará aceitar a sua pequena oferta, cujo valor consiste na intenção que a ditou.
Deus guarde V. Excia. Crato, 2 de maio de 1865.

Rede Alencarina | Documentos | Fev/2002 - Fonte: As Quatro Sergipans. Montenegro, Francisco Holanda (Pe.), p.35/36, Fortaleza: UFC - Casa de José de Alencar - Programa Editorial - Coleção Alagadiço Novo,1995

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 4.371

1953-04-17

Nome declarado oficial pela Lei 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). O Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979 que institui a lista de denominações oficiais do município confirmou esta denominação com atualização da grafia.

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