Sobre o logradouro
Nome anterior: Rua Dona Maria Domitila
Distrito: Brás
Subprefeitura: Mooca
Localização: Começa na Rua da Figueira e termina na Rua Vasco da Gama.
História da rua
Esta rua foi aberta nas últimas décadas do século XIX e já consta do mapa da cidade de 1890 com o nome de "Rua Dona Maria Domitila". Em 1916, através do Ato nº 972 o logradouro foi oficializado com a denominação de "Rua Maria Domitila", uma homenagem à Maria Domitila de Castro, que foi proprietária de uma chácara naquele local.
Nascida em São Paulo no dia 27 de dezembro de 1797, Domitila de Castro do Canto e Melo, a marquesa de Santos, era filha de do Visconde de Castro, João de castro Canto e Mello e de d. Escolástica Bonifácio de Toledo Ribas. No dia 13/02/1813, casou-se com o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, juntos tiveram dois filhos: Francisca e Felício. Em 1822 conheceu o Imperador D. Pedro I, com quem teve cinco filhos: um menino nati-morto, Isabel Maria de Alcântara Brasileira - Duquesa de Goiás, Pedro de Alcântara Brasileiro, Maria Isabel de Alcântara Brasileira - Duquesa do Ceará e Maria Isabel II de Alcântara Brasileira, que só teve o reconhecimento de D. Pedro I às véspesas de sua morte. Em 1824 Domitila era designada Baronesa de Santos, em 1825, recebia o título de Viscondessa de Santos e, em 1826, o título de Marquesa de Santos. Como a sua presença na corte, após a morte da Imperatriz Maria Leopoldina, criasse dificuldades para o 2º casamento de D. Pedro I, a ligação entre eles foi definitivamente rompida em 1829.
Retornando para São Paulo uniu-se, a partir de 1833, ao liberal Rafael Tobias de Aguiar que tinha uma grande fortuna. Dentre outras propriedades, era dono da conhecidíssima “Chácara do Ferrão” e presidira a Província de São Paulo entre 1831 e 1834. Casou-se a Marquesa de Santos com o Brigadeiro Tobias em 14 de junho de 1842, na Paróquia de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba, exatamente durante a Revolução Liberal, cujos primeiros combates foram travados nas proximidades de Campinas, no antigo bairro conhecido como “Venda Grande”, hoje chamado “Castelo”, juntos tiveram 4 filhos: Rafael Tobias de Aguiar Jr., João Tobias de Aguiar e Castro, Antonio Francisco de Aguiar e Castro e Brasílico de Aguiar e Castro. Após o casamento, a “Chácara do Ferrão” também passou a ser conhecida como “Chácara da Marquesa”. A partir daí, o número de comensais que costumava frequentar a “Chácara da Marquesa” cresceu consideravelmente. Em todos os fins de semana, reunia-se ali a elite da nobreza paulistana. Aos sábados era enorme a quantidade de coches e carros luxuosos que adentravam à chácara ou estacionavam em suas imediações. Durante ao menos dez anos, foi a Marquesa uma grande anfitriã. Ali solucionava questões políticas, fazia assistência social, socorria os necessitados e apoiava as obras pias. Ela faleceu a 4 de novembro de 1867, dez anos após a morte do segundo marido e foi sepultada no cemitério da Consolação.
Brasilino de Aguiar e Castro, também conhecido como Brasilico, tornou-se o único dono da antiga “Chácara do Ferrão”. Em 1891, a rua foi aberta nas terras que formavam a famosa Chácara da Figueira, de Brasilico, propriedade de Domitila, que passou em herança, ao seu filho Brasílico e, deste, para sua única filha, Maria Domitila.Como só foi acontecer, após a morte da mãe, o herdado passou a ser conhecida como “Chácara do Brasilico”.
Localização no mapa
Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.
Legislação
ATO nº 972
1916-08-24
Nome declarado oficial pela Lei nº 4.371, de 17 de abril de 1953 por constar em planta de levantamento fiscal anexa a este ato. Presente na planta da cidade produzida para a prefeitura em 1954 a partir de levantamento aerofotogramétrico (REF. VASP CRUZEIRO). Decreto nº 15.635, de 17 de janeiro de 1979. - Estabelece diretrizes sobre denominação e oficialização dos logradouros do município.
