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Rua Paulo Setubal

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Bairro: Ponte Preta

Distrito: Santana

Subprefeitura: Santana / Tucuruvi

Localização: Começa na Rua Voluntários da Pátria e termina na Avenida Cruzeiro do Sul. B. Ponte Preta.

História da rua

Paulo de Oliveira Leite Setúbal (Tatuí, 1 de janeiro de 1893 – São Paulo, 4 de maio de 1937) Filho de Antônio de Oliveira Leite Setúbal e Maria Tereza de Almeida Nobre foi um advogado, escritor e jornalista brasileiro.

Paulo Setúbal foi aluno de Chico Pereira em Tatuí, ao qual deve toda sua formação, pois era um aluno dedicado ao estudo e seu professor, Chico Pereira acreditou em sua capacidade e comunicou a sua mãe que o levasse para estudar na capital e ela assim o fez. Apesar de enfrentar dificuldades, levou o filho para estudar em São Paulo matriculando-o no colégio dos irmãos Maristas.

Formou-se, em 1914, bacharel em direito, em São Paulo. Na época já havia publicado um poema na primeira página do jornal A Tarde. Em 1920 ocorreu a publicação de seu livro de poesias Alma Cabocla, cuja edição, de três mil exemplares, esgotou-se em um mês. Entre 1925 e 1935 publicou vários romances históricos, entre eles A Marquesa de Santos, O Príncipe de Nassau e A Bandeira de Fernão Dias. Em 1926 trabalhou como colaborador do jornal O Estado de S. Paulo. De 1928 a 1930 foi deputado estadual, mas renunciou ao mandato por ter agravada sua tuberculose.

Era casado com Francisca de Sousa Aranha (filha de Olavo Egídio de Sousa Aranha e de Vicentina de Queiroz Aranha), com quem teve três filhos: Maria Vicentina, Teresinha e Olavo Egídio Setúbal.

Publicou, nos anos seguintes, livros de contos, crônicas e memórias. Poeta vinculado à estética parnasiana, Paulo Setúbal tematizou em seus versos a vida dos camponeses, dos caboclos do interior de São Paulo. Pela escolha do tema, na época foi chamado de "poeta regional".

Foi também famoso e respeitado autor de obras de temática histórica, dentre as quais se destacam o romance A Marquesa de Santos (1925) e o livro de crônicas O Ouro de Cuiabá (1933).

Seu ultimo livro foi Confiteor o qual dedicou ao seu professor que acreditou em seu potencial, Chico Pereira, até quando ja estava muito doente de tuberculose e citou assim seu professor ''aqui falo do homem mais rico de minha terra, mais não de riquezas materiais mais de conhecimento, bondade e caridade, meu professor Chico Pereira...''

Observações históricas

Paulo Setubal nasceu em Tatuí, Estado de São Paulo, em 1º de janeiro de 1893. Estudou primeiras letras no Grupo Escolar de sua cidade natal e cursou mais tarde o Ginásio do Carmo, com distinção em todas as matérias. Ingressando na Faculdade de Direito, bacharelou-se em 1914. Em 1927 foi eleito deputado estadual. Abandonando, porém, a política e a advocacia dedicou-se exclusivamente as letras e a história. Pertencia as Academias Brasileira e Paulista de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Deixou ao falecer uma obra notabilíssima pela vivacidade do estilo e pelos assuntos versados. Teve a glória de ser nestes últimos anos um dos autores brasileiros mais lidos e mais admirados pelo grande público. Nos seus tempos de moço (1920) escreveu e publicou um excelente livro de versos: "Alma Cabloca". Paulo Setubal foi considerado como um dos grandes escritores paulistas. Faleceu em 04 de maio de 1937.

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

LEI nº 3.656

1937-10-30

Processo anterior: 48.730/38.

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