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Rua Peixoto Gomide

Conheça a história deste logradouro de São Paulo.

Sobre o logradouro

Nome anterior: Rua Maria Isabel

Distrito: Consolação

Subprefeitura: Sé

Localização: Começa na Rua Augusta e termina na Rua Estados Unidos.

História da rua

Durante a construção da Avenida Paulista, entre 1890 e 1891, algumas ruas paralelas e outras transversais também foram abertas pelos empresário Joaquim Eugênio de Lima, José Borges de Figueiredo e João Augusto Garcia, com traçado do engenheiro Bartolomeu Banchia. Entre elas estava a Rua Peixoto Gomide como já demonstrava o mapa da cidade de 1897. Em 1916 esta rua estava plenamente consolidada conforme registra o mapa oficial da cidade daquele ano.


Francisco de Assis Peixoto Gomide (São Paulo, 1849 - São Paulo, 1906) filho de Francisco de Assis Peixoto Gomide e de Clara Bueno Peixoto. Era casado com Ambrosina Pinto Nunes Gomide, com quem teve quatro filhos. Egresso da Faculdade de Direito de São Paulo, formado em 1873, fez parte do Partido Conservador. Foi promotor público da comarca de Amparo, e em1880, fundou o jornal republicano “A Época”. Ingressou na política e foi eleito vereador à Câmara Municipal de Amparo.


Transferindo-se para São Paulo, dedicou-se à advocacia e ao jornalismo, passou a escrever no Diário Popular com os pseudônimos de Framide e Bruno. Foi nomeado primeiro suplente da 1ª delegacia de polícia, e mais tarde inspetor do Tesouro do Estado, cargo esse que durou apenas dois dias. Foi nomeado presidente do conselho fiscal da Caixa Econômica Federal, exercendo esse cargo até falecer.


Foi eleito para o Senado de São Paulo em 1893, ocupando uma vaga e se tornando um defensor ardente da autoridade e autonomia estadual, o presidente Bernardino de Campos (1892- 1896). Durante esse período, assumiu diversas responsabilidades, incluindo a presidência do Senado estadual e a vice-presidência em uma chapa do Partido Republicano Paulista (PRP). Ele também exerceu funções interinas de governo, assumindo o governo do estado de São Paulo em várias ocasiões devido à ausência do titular. Como governante, esteve envolvido em diversas iniciativas, como o apoio a obras públicas, à educação, saúde, e no desenvolvimento da infraestrutura de transporte, principalmente ferroviário. Seu governo também teve um foco na imigração e na modernização de serviços urbanos, incluindo o abastecimento de água e o esgotamento sanitário.


Na tarde do dia 20 de janeiro de 1906, quando se encontrava em sua residência, sem razão aparente, matou com um tiro na testa a filha Sofia Gomide e em seguida suicidou-se com um tiro na cabeça. Posteriormente ventilou-se o motivo da tragédia: sua filha estava de casamento marcado com o promotor, escritor e poeta Manuel Batista Cepelos, e este seria filho de Peixoto Gomide com uma escravizada.


Saiba mais no final da página em "Memorabilia".

Localização no mapa

Localização pesquisada pelo nome do logradouro. O resultado pode não representar toda a extensão da via.

Legislação

ATO nº 699

1914-07-07

Ato 972, de 24 de agosto de 1916 - Considera públicas, para todos os efeitos municipais, todas as ruas, avenidas e praças, com os respectivos nomes, constantes da "Planta da Cidade de São Paulo", levantada pela Diretoria de Obras e Viação. Ato 1016, de 11 de dezembro de 1916 - Aceita ruas abertas na Vila América.

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